Dislexia sem rodeios

Dislexia sem rodeios

Terapeuta ministra palestras e lança livro, em formato de cartilha, com distribuição gratuita. Projeto busca financiamento coletivo.

Luiz Alexandre Souza Ventura

19 Outubro 2015 | 13h47

———-

Lou de Olivier tinha 16 anos quando sofreu uma anoxia (falta de oxigenação no cérebro), provocada por um afogamento, ficou 18 meses com dificuldades de lembrar de detalhes importantes de sua vida e desenvolveu a Dislexia Adquirida. Na época, especialistas afirmaram que ela jamais conseguiria ler ou guardar algo na memória.

Hoje, aos 54 anos, Lou é psicopedagoga, psicoterapeuta, especialista em Medicina Comportamental, dramaturga, escritora e jornalista. Ganhou prêmios em todas as áreas de atuação, com mais de 50 troféus nacionais e quatro internacionais.

“Há muitos anos se discute a dislexia, suas causas e possíveis tratamentos. Porém, lamentavelmente, ainda há muita polêmica e desinformação, dos próprios profissionais que a devem tratar’, afirma Lou. “É comum encontrar-se entre os sintomas da dislexia a troca de letras, que pode ser especificada como troca verbal e auditiva. Também é comum a afirmação de que é incurável e, por isso, deve-se tratar a dislexia de forma permanente. Isso gera uma insegurança e uma certa desesperança, já que o individuo parece condenado a um estado sempre disléxico”, diz.

A terapeuta ressalta que não se pode negar que um disléxico sempre será disléxico, mas isso não o condena a uma eterna deficiência de aprendizagem. “Há muitos tratamentos que podem treinar memória e aprendizagem do disléxico”, destaca.

Na agenda de Lou de Olivier estão palestras presenciais em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e seminários online. Em paralelo, ela acerta a edição do livro ‘Dislexia sem rodeios’, distribuidos de forma gratuita em escolas, faculdades e clínicas para orientação de pais, professores e profissionais.

A meta é bancar o projeto por meio do financiamento coletivo, com valor mínimo de R$ 21.000 (VINTE E UM MIL REAIS). Parte da verba arrecadada será doada a associações de auxilio a animais abandonados e pessoas com Dislexia, TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e Autismo.

———-

Mais conteúdo sobre:

Dislexia