Disque 100 recebeu 12,9 mil denúncias de violência contra pessoas com deficiência em 2019

Disque 100 recebeu 12,9 mil denúncias de violência contra pessoas com deficiência em 2019

Relatório foi divulgado nesta quinta-feira, 4, pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Mulheres com deficiência intelectual são as principais vítimas.

Luiz Alexandre Souza Ventura

04 de junho de 2020 | 14h17


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Descrição da imagem #pracegover: Mão masculina agrarra pescoço feminino. Crédito: blog Vencer Limites.


O Disque Direitos Humanos (Disque 100) recebeu, em todo o ano passado, 12,9 mil denúncias de violências praticadas contra pessoas com deficiência, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 4, pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), que coordena o serviço.

De acordo com a pasta, a população com deficiência é o terceiro grupo mais citado nas denúncias, representando 8% das ligações.

As agressões contra crianças e adolescentes estão no topo da lista, com 55% dos comunicados. E a violência contra idosos é a segunda mais registrada, chegando a 30%.

O ministério afirma que, em relação a 2018, houve crescimento de 9% na quantidade de denúncias, mas ressalta que esse aumento é reflexo da ampliação dos serviços oferecidos pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).

Detalhes – As principais violações registradas contra pessoas com deficiência foram negligência (41%), violência psicológica (22%), violência física (15%), abuso financeiro (14%) e violência institucional (4%).

Em números absolutos, estão concentradas na região Sudeste, nos estados de São Paulo (2,9 mil), Minas Gerais (1,9 mil) e Rio de Janeiro (1,4 mil), que respondem por 48% do total de denúncias.

Considerando a metodologia de taxa por 100 mil habitantes, Minas Gerais tem maior incidência de denúncias (9 denúncias por 100 mil habitantes), seguido por Sergipe (8,9) e Distrito Federal (8,6).

Agressor – O relatório destaca que o agressor, na maior parte das ocorrências, é alguém do convívio familiar ou próximo da vítima, sendo 29% das violências praticadas por um irmão, 17% por filho, 11% pela mãe e 7% pelo pai.

O suspeito é do sexo masculino em 51% das ocorrências, de cor branca (46%), parda (39%) e preta (14%).

Vítima – De acordo com os dados divulgados, 54% das vítimas são do sexo feminino e 46% do sexo masculino, predominantemente da cor branca (45%) ou parda (41%), a maioria (58%) com deficiência intelectual. Entre os agredidos, pessoas com deficiência física são 19%.

Atendimento – O Disque 100, o app Direitos Humanos Brasil e o site da ONDH são gratuitos e funcionam 24 horas por dia, inclusive em feriados e nos finais de semana.



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