Envelhecimento das pessoas com deficiência intelectual

Envelhecimento das pessoas com deficiência intelectual

Após os 35 anos, a pessoa com deficiência intelectual deve receber atendimento especializado para manter a autonomia, aprimorando a qualidade de vida. Reduzir a perda funcional é importante para a reabilitação. Plano de ações preventivas pode avaliar recursos financeiros disponíveis e fortalecer o suporte familiar.

Luiz Alexandre Souza Ventura

21 Agosto 2018 | 17h37

IMAGEM 01: Após os 35 anos, a pessoa com deficiência intelectual deve receber atendimento especializado para manter a autonomia, aprimorando a qualidade de vida. Reduzir a perda funcional é importante para a reabilitação. Plano de ações preventivas pode avaliar recursos financeiros disponíveis e fortalecer o suporte familiar. Descrição pracegover: Imagem de Caique Freitas, um dos atendidos no serviço de envelhecimento da Apae de São Paulo. Ele tem cabelos escuros e curtos, veste camisa polo branca e calça de moletom escura. Está olhando para a câmera e sorrindo, com as duas mãos apoiadas em um andador. Ao fundo, uma pintura colorida que representa um pássaro. Crédito da foto: Divulgação / Apae de São Paulo / Kênia Gil

IMAGEM 01: Após os 35 anos, a pessoa com deficiência intelectual deve receber atendimento especializado para manter a autonomia, aprimorando a qualidade de vida. Reduzir a perda funcional é importante para a reabilitação. Plano de ações preventivas pode avaliar recursos financeiros disponíveis e fortalecer o suporte familiar. Descrição #pracegover: Imagem de Caique Freitas, um dos atendidos no serviço de envelhecimento da Apae de São Paulo. Ele tem cabelos escuros e curtos, veste camisa polo branca e calça de moletom escura. Está olhando para a câmera e sorrindo, com as duas mãos apoiadas em um andador. Ao fundo, uma pintura colorida que representa um pássaro. Crédito da foto: Divulgação / Apae de São Paulo / Kênia Gil


Álida de Campos, de 63 anos, tem deficiência intelectual moderada e vive atualmente em um apartamento com cuidadores formais, no mesmo prédio onde residem sua irmã e o cunhado. Desde 2010, frequenta a Apae de São Paulo, de segunda à sexta-feira, em período integral. Faz parte do grupo de pessoas atendidas pelo Serviço de Envelhecimento, com metodologia pioneira da associação.

“É perceptível a melhora na sua autonomia e independência”, diz Andrea Katsuki, terapeuta ocupacional da Apae de São Paulo. “Ela está mais sociável, tem boa convivência com colegas e colaboradores, além da mudança acentuada de humor e comportamento”, ressalta a especialista.

Álida participa das oficinas de dança, música, jogos cognitivos, circo, artesanato, informática, hidroginástica e condicionamento físico. “Antes de ser integrada, ela discutia muito, costumava ser autoritária e mostrava intolerância às frustrações. Os episódios de mitomania (hábito de mentir ou fantasiar desenfreadamente) estão mais controlados. Apesar de problemas posturais, tem mostrado mais flexibilidade corpórea e mais disposição”, comenta Andrea Katsuki.

Há três anos, Álida namora José Lino, também atendido pela associação, juiz de futebol do time do Serviço de Envelhecimento. Eles se encontram somente na instituição. Nos finais de semana, ela costuma viajar com a família para a praia.


IMAGEM 02: Serviço tem oficinas de dança, música, jogos cognitivos, circo, artesanato, informática, hidroginástica e condicionamento físico. Descrição #pracegover: Duas pessoas, um homem e uma mulher, estão em pé, com pesos de cor amarelas nas mãos, fazendo exercícios. Ele é careca, veste moletom de cor branca e calça jeans escura. Ela usa óculos, tem cabelos escuros e curtos, veste camiseta cinza e calça escura. Crédito da foto: Divulgação / Apae de São Paulo / Kênia Gil

IMAGEM 02: Serviço tem oficinas de dança, música, jogos cognitivos, circo, artesanato, informática, hidroginástica e condicionamento físico. Descrição #pracegover: Duas pessoas, um homem e uma mulher, estão em pé, com pesos de cor amarelas nas mãos, fazendo exercícios. Ele é careca, veste moletom de cor branca e calça jeans escura. Ela usa óculos, tem cabelos escuros e curtos, veste camiseta cinza e calça escura. Crédito da foto: Divulgação / Apae de São Paulo / Kênia Gil


O serviço tem equipe multidisciplinar, com assistente social, fisioterapeuta, psicóloga, terapeuta ocupacional e fonoaudióloga, todos especializadas em gerontologia, área de estudo do envelhecimento humano.

A proposta é desacelerar a perda funcional da pessoa avaliada. Os especialistas quantificam problemas e capacidades, para elaboração de um plano – de curto, médio e longo prazos – orientando na tomada de decisões em ações preventivas, terapêuticas e de reabilitação.

A Avaliação Geriátrica Ampla (AGA) identifica doenças crônicas, o nível de independência e autonomia, os recursos financeiros disponíveis para aquisição de serviços, além da existência ou não de suporte familiar e social.

Além do trabalho na sede da associação, a equipe oferece atendimento particular e domiciliar. É a Consultoria Gerontológica, indicada para pessoas com deficiência intelectual em processo de envelhecimento, com maior grau de dependência funcional nas principais áreas da vida, além de orientação técnica a familiares e cuidadores sobre necessidades socioassistenciais e de saúde.


IMAGEM 03: A proposta é desacelerar a perda funcional da pessoa avaliada. Descrição #pracegover: Nove pessoas, cinco homens e quatro mulheres, estão sentados em frente a computadores em uma sala de informática. Em destaque, observa-se um rapaz de costas para a câmera, com fones de ouvido, assistido a um filme. Crédito da foto: Divulgação / Apae de São Paulo / Kênia Gil

IMAGEM 03: A proposta é desacelerar a perda funcional da pessoa avaliada. Descrição #pracegover: Nove pessoas, cinco homens e quatro mulheres, estão sentados em frente a computadores em uma sala de informática. Em destaque, observa-se um rapaz de costas para a câmera, com fones de ouvido, assistido a um filme. Crédito da foto: Divulgação / Apae de São Paulo / Kênia Gil


Outro frequentador do serviço é Carlos Enrique Grieder Freitas – Caique para os amigos -, de 56 anos, que tem deficiência intelectual, mas sem um diagnóstico definido. De segunda a sexta-feira, sempre no período da tarde, ele participa das oficinas de hidroginástica, circo, jogos cognitivos, dança, música, artesanato, condicionamento físico e grupo de bem-estar.

Caique mora com a irmã Claudia Mara Grieder de Freitas, de 65 anos, que também é sua cuidadora. Ele costumava ajudar nas tarefas domésticas, princialmente organizando e lavando o quintal, mas quebrou o fêmur em uma queda e precisa atualmente de um andador para se locomover. Hoje, auxilia em atividades como a retirada e limpeza da louça da mesa, e mantém sua autonomia, sem depender de ajuda para comer ou tomar banho.

“A família do Caique relata que a frequência no serviço aumentou sua independência, mesmo com as restrições de mobilidade, permitindo a ele resolver problemas corriqueiros sem ajuda”, explica a terapeuta ocupacional.

“A confiança dele no nosso trabalho é muito grande. Caique pede que suas correspondências sejam enviadas para a Apae porque ele entende que somente nós conseguiremos resolver. Com o falecimento do pai (em 2015), ele se considera o ‘homem da casa’. A família é unida e os irmãos se revezam nos cuidados”, conta Andrea Katsuki.


IMAGEM 04: Quem tiver interesse em saber mais sobre Serviço de Envelhecimento da Apae de São Paulo pode ligar para (11) 5080-7000 ou acessar a página http://www.apaesp.org.br/pt-br/atuacao-atendimento/envelhecimento. Descrição #pracegover: Cópia da página do serviço na internet. Crédito da foto: Reprodução

IMAGEM 04: Quem tiver interesse em saber mais sobre Serviço de Envelhecimento da Apae de São Paulo pode ligar para (11) 5080-7000 ou acessar a página http://www.apaesp.org.br/pt-br/atuacao-atendimento/envelhecimento.
Descrição #pracegover: Cópia da página do serviço na internet. Crédito da foto: Reprodução


Andreia Monteiro Sassarrão, de 44 anos, tem síndrome de Down e frequenta a Apae de São Paulo desde 1999. Ela participa do Serviço de Envelhecimento desde 2002, às terças e quintas-feiras, no período da manhã, nas oficinas de hidroginástica, circo e informática. Atualmente, vive com a mãe, Yvone Monteiro Sassarrão, que tem 80 anos.

“Segundo seus parentes, os ganhos da Andreia vão desde sua autonomia e independência, melhora na expressão, apesar de dificuldades na fala típicas de quem tem síndrome de Down”, diz Andrea Katsuki. “A família relata que ela consegue se comunicar muito bem, e evoluiu muito em questões voltadas à memória, expressão corporal e controle de peso”, completa a terapeuta ocupacional da Apae de São Paulo.

Quem tiver interesse em saber mais sobre Serviço de Envelhecimento da Apae de São Paulo pode ligar para (11) 5080-7000 ou acessar a página http://www.apaesp.org.br/pt-br/atuacao-atendimento/envelhecimento.

Para receber nossas notícias direto em seu smartphone, basta incluir o número (11) 97611-6558 nos contatos e mandar a frase 'VencerLimites' pelo Whatsapp. VencerLimites.com.br é um espaço de notícias sobre o universo das pessoas com deficiência, integrado ao portal Estadão. Nosso conteúdo também está acessível em Libras, com a solução Hand Talk, e áudio, com a ferramenta Audima. Todas as informações publicadas no blog, nas nossas redes sociais e enviadas pelo Whatsapp são verdadeiras, produzidas e divulgadas após checagem e comprovação. Compartilhe apenas informação de qualidade e jamais fortaleça as 'fake news'. Se tiver dúvidas, verifique.

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