“Enxergo o futebol com a emoção”

“Enxergo o futebol com a emoção”

José Moyses da Silva é cego, ex-jogador e torcedor da Ponte Preta. Acompanha sempre os jogos nos estádios. Neste sábado, 22, convidado pela Cervejaria Brahma, será comentarista da Rádio Jovem Pan na arquibancada da Arena Corinthians, na partida entre Brasil e Peru pela Copa América. Em áudio exclusivo para o #blogVencerLimites, ele explica como vivencia os lances e descreve suas reações ao perceber que seu time vai fazer um gol.

Luiz Alexandre Souza Ventura

21 de junho de 2019 | 12h53


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Descrição da imagem #pracegover: José Moyses da Silva está na arquibancada, com o braço apoiado na bengala. Veste a camisa da Ponte Preta e óculos escuros. Tem cabelos lisos, curtos e escuros. Ao fundo, nas cadeiras, o sol brilha. Crédito: Reprodução.


“As vibrações que eu sinto no jogo vêm dos arrepios na pele, por causa da energia dos torcedores. Num lance próximo de sair um gol, a torcida vibra de maneira diferente e essa energia traz a emoção para explodir, chega junto com a energia do campo”, explica José Moyses da Silva, de 54 anos, ex-jogador de futebol e torcedor da Ponte Preta.

José Moyses é cego e sua relação com as partidas tem uma dinâmica específica. Essas sensações farão parte da transmissão da Rádio Jovem Pan neste sábado, 22. A convite da Cervejaria Brahma, ele será comentarista do jogo entre Brasil e Peru pela Copa América. Estará na arquibancada da Arena Corinthians.

Em áudio exclusivo para o #blogVencerLimites, José Moyses explica como vivencia os lances e descreve suas reações. Ouça no player abaixo.



“Quando há perigo de gol contra o meu time, a torcida começa a bater os pés a tudo treme. A tensão aumenta, muda a emoção, começo a puxar meu cabelo, roer as unhas”, descreve José Moyses.

“As vaias e os assovios também fazem parte. É muito diferente da forma como os torcedores reagem quando o lance está a favor do nosso time. Essa vibração que transforma minha emoção e me permite enxergar”, diz o torcedor.



SOBRE O JOGO – A seleção brasileira e o técnico Tite buscam, depois do empate por 0 a 0 com a Venezuela, corrigir um fundamento bastante em baixa nos últimos jogos da equipe. A falta de gols em chutes de fora da área se mostra um problema para quem, a cada compromisso, encara adversários na retranca e se mostra com imensas dificuldades de superar as linhas defensivas e chegar ao gol rival.

Para o jogo deste sábado, contra o Peru, na Arena Corinthians, a situação deve se repetir. A equipe peruana também jogará com uma postura mais defensiva e vai obrigar o Brasil a aumentar o repertório de jogadas para ameaçar a meta rival.

Desde o novo ciclo de trabalho da seleção brasileira, iniciado depois da Copa da Rússia, a equipe jogou 12 partidas e marcou 28 gols, dos quais apenas dois foram de chutes de fora da área. Os gols anotados de longe foram de Philippe Coutinho contra El Salvador, em amistoso no ano passado, e a finalização certeira de Everton contra a Bolívia, pela Copa América.

Tite identificou esse problema e passou a cobrar mais dos jogadores nos últimos treinos. Na quarta-feira, dia seguinte ao frustrante empate com a Venezuela, o treinador comandou uma atividade com os atletas reservas no CT do Vitória, em Salvador, e gritava insistentemente para os jogadores arriscarem mais finalizações: “Abriu, chuta!”, repetia.

Travado pela retranca da Venezuela na Fonte Nova, o Brasil pouco conseguiu chegar à área e também pouco arriscou chutes de longe. O goleiro Fariñez fez apenas uma defesa difícil, em chute de Richarlison, ainda no primeiro tempo, enquanto a seleção brasileira insistiu demais em cruzamentos ou em tentar entrar na área pelo setor central do campo.

Com informações do Estadão Esportes.

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