Grupo aguarda aprovação de clínica-escola pública para autistas em Santos

Grupo aguarda aprovação de clínica-escola pública para autistas em Santos

Projeto para criação da unidade passou pela Câmara em novembro e aguarda sanção do prefeito. Modelo semelhante, único do tipo no País, funciona em Itaboraí (RJ).

Luiz Alexandre Souza Ventura

04 Dezembro 2015 | 10h28

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Está nas mãos do prefeito de Santos, no litoral sul de SP, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), a possibilidade de pessoas com Transtorno do Espectro Autista contarem com uma unidade pública na cidade para atendimento clínico e educacional especializado.

Isso porque o projeto que cria uma clínica-escola municipal para pessoas com autismo foi aprovado na Câmara em novembro e aguarda somente a sanção do chefe do executivo santista para se tornar realidade.

“É um grande avanço oferecer ensino individualizado aos autistas e também potencializar a socialização desses cidadãos, além de aprimorar tratamentos, formar e capacitar profissionais. Esperamos a análise e aprovação do prefeito”, afirma o vereador Hugo Duppre (PSDB), autor do projeto.

A ideia foi desenvolvida junto com o Grupo Acolhe Autismo de Santos, que luta há muito tempo pela construção de um equipamento do tipo no município. “Está claro o desejo da cidade em implantar essa escola”, diz Duppre.

Se aprovada em Santos, será a primeira clínica-escola pública especializada no atendimento ao autista em todo o Estado de SP. E a segunda no Brasil. A única em funcionamento no País atualmente está em Itaboraí (RJ), cidade que Duppre e um grupo formado por profissionais das secretarias de Saúde e Educação – além de representantes de entidades sociais e outras pessoas envolvidas na criação da clínica -, visitam nesta sexta-feira, 4. A ideia é colher informações que possam ajudar tirar o equipamento do papel.

Unidade de Itaboraí (RJ) é única no País (Divulgação)

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