Estudante cria prótese que ‘conversa’ com o braço

Estudante cria prótese que ‘conversa’ com o braço

Aluno adaptou pulseira MYO, que capta e transmite os impulsos elétricos emitidos pelo braço do usuário. Equipamento impresso em 3D pesa pouco mais de 500 gramas e deve ter preço acessível. Projeto de iniciação científica na ESPM está em fase testes.

Luiz Alexandre Souza Ventura

23 Agosto 2018 | 17h30

IMAGEM 01: Aluno adaptou pulseira MYO, que capta e transmite os impulsos elétricos emitidos pelo braço do usuário. Equipamento pesa pouco mais de 500 gramas e deve ter preço acessível. Projeto de iniciação científica na ESPM está em fase de testes. Descrição #pracegover: Imagem dupla. No lado esquerdo, a prótese já montada, em material plástico de cores cinza e branca, está em cima de uma mesa branca. No lado direito, destaque para a pulseira MYO acoplada em um antebraço, próximo ao cotovelo, e um smartphone que mostra um gráfico com ondas elétricas. Crédito: Divulgação

IMAGEM 01: Aluno adaptou pulseira MYO, que capta e transmite os impulsos elétricos emitidos pelo braço do usuário. Equipamento impresso em 3D pesa pouco mais de 500 gramas e deve ter preço acessível. Projeto de iniciação científica na ESPM está em fase de testes. Descrição #pracegover: Imagem dupla. No lado esquerdo, a prótese já montada, em material plástico de cores cinza e branca, está em cima de uma mesa branca. No lado direito, destaque para a pulseira MYO acoplada em um antebraço, próximo ao cotovelo, e um smartphone que mostra um gráfico com ondas elétricas. Crédito: Divulgação


O estudante Ian dos Reis, de 21 anos, aluno da ESPM, em São Paulo, criou uma prótese para braço que se comunica eletronicamente com o corpo do usuário. O jovem está no quarto ano do curso de graduação em Tech e desenvolveu o equipamento em seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso).

A prótese, impressa em 3D, usa a tecnologia aplicada na Internet das Coisas, ou (IoT) Internet of Things, usada em videogames, apresentações multimídia, eventos, shows e drones. O equipamento tem base na pulseira MYO, que capta os movimentos elétricos dos músculos distais (entre o cotovelo e a mão) e envia sinais para transmissores instalados no braço mecânico.

O trabalho integra o projeto de iniciação científica do estudante. Após o encerramento da primeira fase, que englobou sistemas de informação, uso da pulseira, aplicativo e impressão do braço, já foi iniciada a etapa de engenharia mecânica. Segundo o professor Rodrigo Tafner, coordenador do curso Tech, a previsão é de conclusão em três meses.


IMAGEM 02: A prótese, impressa em 3D, usa a tecnologia aplicada na Internet das Coisas. Descrição #pracegover: Montagem com duas imagens. A foto maior mostra detalhes das peças da prótese, ainda desmontada, com destaque para os fios ligados à mão. Foto menor, no canto inferior direito, tem dois jovens. Um deles tem a pulseira MYO acoplada ao antebraço, próximo ao cotovelo. O outro segura um smartphone que mostra um gráfico com ondas elétricas. Os dois jovens estão sorrindo e olhando para os equipamentos. Crédito: Divulgação

IMAGEM 02: A prótese, impressa em 3D, usa a tecnologia aplicada na Internet das Coisas. Descrição #pracegover: Montagem com duas imagens. A foto maior mostra detalhes das peças da prótese, ainda desmontada, com destaque para os fios ligados à mão. Foto menor, no canto inferior direito, tem dois jovens. Um deles tem a pulseira MYO acoplada ao antebraço, próximo ao cotovelo. O outro segura um smartphone que mostra um gráfico com ondas elétricas. Os dois jovens estão sorrindo e olhando para os equipamentos. Crédito: Divulgação


O esquema para construção das peças do braço está disponível de graça na internet (blueprint). De acordo com a ESPM, a produção do protótipo deve custar menos de R$ 1 mil, considerando o uso de materiais mais baratos, o preço da pulseira (MYO), vendida em média por US$ 200, e uma placa Arduíno (R$ 55,00).

A impressão 3D do protótipo no laboratório da universidade durou pouco mais de 20 horas, incluindo palma da mão e polegar, dedos, antebraço superior e inferior, parafusos e suportes, engrenagens e pulso. A prótese pesa 550,06 gramas.

Ainda não é possível determinar qual será o preço do equipamento quando estiver disponivel no mercado, porque isso depende das empresas interessadas na comercialização e dos materias que serão usados.

Atualmente, é possível encontrar próteses vendidas a preços mais acessíveis e também equipamentos de custo muito elevado, conforme exemplos listados na tabela abaixo.



==> Prótese simples
Materiais: silicone
Funções: apenas estética
Preço: R$ 450

==> Prótese mecânica
Materiais: plástico, silicone e aço
Funções: abrir e fechar as mãos (sistema de molas)
Preço: R$ 2.500

==> Bebionic 3 (mão biônica)
Materiais: metal e fibra de carbono
Funções: reconhecimento bioelétrico
Preço: R$ 92 mil (importado da Alemanha)

==> iLimb (mão biônica)
Materiais: fibra de carbono, metal e silicone
Funções: reconhecimento bioelétrico, controlada por celular com Bluetooth
Preço: R$ 285 mil (importado dos Estados Unidos)

==> Michelangelo (mão biônica)
Materiais: melhores possíveis
Funções: reconhecimento bioelétrico de alta qualidade
Preço: R$ 425 mil (importado da Alemanha)

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