Estudo comprova benefícios da educação inclusiva

Estudo comprova benefícios da educação inclusiva

Pesquisa brasileira coordenada por professor de Harvard reúne 89 trabalhos de todo o mundo e mostra que a inclusão nas escolas é boa para alunos com e sem deficiência.

Luiz Alexandre Souza Ventura

02 Dezembro 2016 | 17h39

Íntegra da pesquisa, lançada oficialmente no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, será publicada gratuitamente no site do Instituto Alana no dia 5 de dezembro. Imagem: Reprodução

Íntegra da pesquisa, lançada oficialmente no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, será publicada gratuitamente no site do Instituto Alana no dia 5 de dezembro. Imagem: Reprodução


Um estudo feito pelo Instituto Alana e a ABT Associates, coordenado por Thomas Hehir, professor da Harvard Graduate School of Education, mostra que estudar em ambientes que valorizam a diversidade promove efeitos benéficos em pessoas com e sem deficiência.

A pesquisa analisou 89 trabalhos de todo o mundo, com 280 artigos publicados em 25 países. O estudo constatou que pessoas sem deficiência frequentadoras de salas de aula inclusivas têm opiniões menos preconceituosas e são mais receptivas às diferenças, também na idade adulta.

Outro dado positivo é que alunos com deficiência incluídos são mais propensos a fazer um curso superior, pertencer a um grupo de amizades, encontrar um emprego ou viver de forma independente.

As pesquisas analisadas mostraram que indivíduos com deficiência que foram incluídos desenvolvem habilidades mais fortes em leitura e matemática, têm maiores taxas de presença, são menos propensos a ter problemas comportamentais e estão mais aptos a completar o ensino médio comparado com estudantes que não são incluídos.


Estudo constatou que pessoas sem deficiência frequentadoras de salas de aula inclusivas têm opiniões menos preconceituosas e são mais receptivas às diferenças, também na idade adulta. Imagem: Reprodução

Estudo constatou que pessoas sem deficiência frequentadoras de salas de aula inclusivas têm opiniões menos preconceituosas e são mais receptivas às diferenças, também na idade adulta. Imagem: Reprodução


Entre as crianças com Síndrome de Down, por exemplo, há evidências de que a quantidade de tempo passado com os colegas sem deficiência está associada a uma variedade de benefícios acadêmicos e sociais, como uma melhor memória e melhores habilidades de linguagem e alfabetização.

“Apesar dessas informações, a realidade é que ainda há crianças com deficiências intelectuais, físicas, sensoriais e de aprendizagem que enfrentam desafios no acesso à educação de qualidade e mesmo em países onde as leis garantem os direitos educacionais a esses alunos, como o Brasil”, Gabriel Limaverde, que integra o Grupo de Trabalho de inclusão do Instituto Alana.

“A inclusão efetiva de um estudante exige que os educadores desenvolvam capacidades de apoio às necessidades individuais das crianças e jovens, e o resultado dessa pesquisa é uma mensagem clara de que a inclusão deve ser norma, e é benéfica, para todos os estudantes”, afirma Limaverde.

A íntegra da pesquisa ‘Os benefícios da educação inclusiva para estudantes com e sem deficiência’, lançada oficialmente neste sábado, 3 de dezembro, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, será publicada gratuitamente no site do Instituto Alana na segunda-feira, 5 (clique aqui).


Íntegra da pesquisa, lançada oficialmente no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, será publicada gratuitamente no site do Instituto Alana no dia 5 de dezembro. Imagem: Reprodução

Íntegra da pesquisa, lançada oficialmente no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, será publicada gratuitamente no site do Instituto Alana no dia 5 de dezembro. Imagem: Reprodução


 

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