Estudo revela “impacto devastador” da covid-19 em pessoas com deficiência intelectual

Estudo revela “impacto devastador” da covid-19 em pessoas com deficiência intelectual

Pesquisa nos EUA avaliou 64 milhões pacientes em 547 organizações de saúde. Médicos responsáveis pelo trabalho reforçam a urgência de vacinação da população com deficiência e seus cuidadores.

Luiz Alexandre Souza Ventura

22 de março de 2021 | 10h56

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Um profissional de saúde arruma a posição da máscara de proteção no rosto de uma pessoa. Crédito: Reprodução.

Descrição da imagem #pracegover: Um profissional de saúde arruma a posição da máscara de proteção no rosto de uma pessoa. Crédito: Reprodução.


Um estudo publicado neste mês no The New England Journal of Medecine, da Massachusetts Medical Society, nos Estados Unidos, mostra o “impacto devastador da covid-19 em pessoas com deficiência intelectual”.

A pesquisa transversal avaliou 64 milhões de pacientes, 128 mil com deficiências intelectuais, em 547 organizações de saúde, entre janeiro de 2019 e novembro de 2020.

“O risco de exposição dessa população pode ser explicado por uma série de fatores, incluindo a necessidade de cuidados diários que muitos indivíduos com deficiência intelectual têm, o que requer contato regular com pessoal de apoio domiciliar e outros, uso de transporte compartilhado e, em muitos casos, residência em habitações de alto contato, como instituições de longa permanência”, explicam os pesquisadores.

“Alguns indivíduos com deficiência intelectual têm problemas sensoriais que dificultam o uso de máscaras por longos períodos. Prejuízos cognitivos e dificuldades de comunicação também geram a necessidade de apoio da família ou do cuidador durante a hospitalização”, dizem os cientistas.

“Além do risco direto de contrair covid-19, a pandemia teve efeitos negativos sobre a capacidade dos indivíduos com deficiência intelectual de receber cuidados de saúde e o suporte diário que normalmente recebem. A falta de serviços típicos pode levar ao aumento de problemas comportamentais e ao tratamento com psicotrópicos, com efeitos colaterais negativos. Esses fatores de risco indicam que mais recursos são necessários para vacinar essa população vulnerável e aqueles que fornecem cuidados diretos”, alertam os médicos.

“Há uma limitação geral no relato do diagnóstico de deficiência intelectual. Muitos pacientes com deficiência intelectual podem não ter esse diagnóstico refletido em seu prontuário”, afirmam os pesquisadores.


REPORTAGEM COMPLETA EM LIBRAS (EM GRAVAÇÃO)
Vídeo produzido por Helpvox com a versão da reportagem na Língua Brasileira de Sinais pela tradutora e intérprete Milena Silva.


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