“Eu não quero mais andar de avião”

“Eu não quero mais andar de avião”

Jornalista tem cadeira de rodas danificada durante viagem em avião da Gol e publica, no Facebook, desabafo contra as companhias aéreas.

Luiz Alexandre Souza Ventura

15 Outubro 2014 | 10h54

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Foto: Flávia Cintra

Atualizado às 16h23 – A jornalista Flávia Cintra, repórter da Rede Globo, publicou nesta terça-feira, 14, em seu perfil no Facebook, um desabafo sobre como as companhias aéreas costumam atender pessoas com deficiência e também sobre o transporte dos equipamentos de acessibilidade que pertencem aos passageiros.

A reclamação, desta vez contra a Gol, foi motivada pelo estado em que sua cadeira de rodas foi entregue após a viagem. Leia a íntegra abaixo.

“Só um registro: Eu não quero mais andar de avião. Desisto.
A partir de agora, no que depender de mim, só vou onde meu carro puder me levar.
Nas viagens a trabalho, se eu não puder fugir do avião, irei só com uma cadeira manual velha. Não aguento mais esse desrespeito repetido e descarado.
Hoje foi a Gol que destruiu minha cadeira. Não adianta explicar como fazer, ser gentil, pedir pelo amor de Deus. As companhias aéreas, TODAS, não estão nem aí. Tudo o que fazem é pedir desculpas.
Não, Gol, já te desculpei dezenas de vezes. Não desculpo mais!
O que falo para o meu chefe amanhã? “Desculpe, querido chefe, a Gol quebrou minha cadeira e eu não posso trabalhar, mas eles ficaram super chateados e até pediram perdão, viu…”. Para o inferno!
Fazem audiência publica, consulta pública, manual dIsso e daquilo, norma assim e assado, mi mi mi…. e na pratica, nada melhora. Muitos anos de incompetência sem consequência, sem evolução.
Às próximas gerações de militância, eu desejo a energia que eu tive por 20 anos em fazer reunião, escrever relatório, servir de consultora de graça.
Cansei e não acredito mais”.

Este blog entrou em contato com a Gol, por meio da assessoria de imprensa, e pediu explicações sobre o caso. Em nota enviada por e-mail, a empresa afirmou: “A GOL lamenta o fato relatado e informa que já está em contato com a cliente para encontrar a solução mais adequada. A companhia ressalta que, após a apuração da ocorrência, reavaliará o atual procedimento para transporte de cadeiras de rodas para que casos como esse não voltem a acontecer”.

Este blogueiro preferiu não incomodar a jornalista Flávia Cintra com mais perguntas sobre o constrangimento, porque o desabafo escrito na rede social já deixa bem claro o que ela pensa sobre a situação.

E ela tem absoluta razão.

Imagem: Reprodução/Facebook

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