Fundação Dorina aposta em LEGO com braile para fortalecer a educação inclusiva

Fundação Dorina aposta em LEGO com braile para fortalecer a educação inclusiva

Instituição brasileira afirma que sistema é fundamental na alfabetização de crianças cegas ou com baixa visão. Kits serão distribuídos em escolas públicas. Versão final terá 250 peças com letras, números, símbolos matemáticos e outros detalhes. Produto não será vendido em lojas.

Luiz Alexandre Souza Ventura

25 de abril de 2019 | 18h07

IMAGEM 01: Instituição brasileira afirma que sistema é fundamental na alfabetização de crianças cegas ou com baixa visão. Kits serão distribuídos em escolas públicas. Versão final terá 250 peças com letras, números, símbolos matemáticos e outros detalhes. Produto não será vendido em lojas. Descrição #pracegover: Menino brinca com peças de Lego com braile. Crédito: Divulgação.


“O braile ainda é a única maneira de alfabetizar uma criança com deficiência visual”, afirma Ika Fleury, presidente do Comitê Braille Bricks da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Por isso, a instituição trouxe para o Brasil o LEGO® Braille Bricks, projeto criado em 2011 na Dinamarca pela LEGO Foundation.

“É uma ferramenta inovadora, que colabora efetivamente para o aprendizado inclusivo, envolvendo não só as crianças cegas e com baixa visão, mas também os colegas videntes”, diz Ika. “O programa alcança professores, educadores e pais, que poderão usufruir de forma lúdica e pedagógica do instrumento”, destaca a especialista.


IMAGEM 02: Produto é testado em vários idiomas, inclusive em português. Descrição #pracegover: A frase ‘Vencer Limites’ está escrita em LEGO Braille Bricks. Crédito: blog Vencer Limites.


“Com milhares de audiolivros e programas de computador disponíveis, cada vez menos crianças estão aprendendo a ler em braile”, ressalta Philippe Chazal, da União Europeia de Cegos. “Isso é particularmente crítico quando entendemos que as pessoas que usam o braile com mais frequência são mais independentes, têm nível mais alto de educação e melhores oportunidades no mercado de trabalho”, comenta Chazal.

Para Morten Bonde, diretor de Arte Sênior da LEGO, foi fundamental acompanhar as reações dos alunos e professores que conheceram as peças. “O nível de envolvimento das crianças e seu interesse em serem independentes e incluídas é muito evidente”, ressalta Bonde, que está ficando gradualmente cego e trabalhou como consultor interno no projeto.


IMAGEM 03: Produto não será vendido em lojas. Descrição #pracegover: Peças coloridas de LEGO Braille Bricks formam duas figuras sem definição. As peças têm letras e números. Crédito: Divulgação.


O produto é testado em dinamarquês, norueguês, inglês e português, enquanto as peças em alemão, espanhol e francês serão avaliadas no terceiro trimestre de 2019.

A versão final do kit deverá ser lançada em 2020 e distribuída gratuitamente para instituições selecionadas por meio de parceiros. Serão aproximadamente 250 peças, cobrindo o alfabeto completo, números de 0 a 9, símbolos matemáticos selecionados e inspiração para o ensino e jogos interativos.

As peças não estão à venda em lojas e só podem ser distribuídas pela Fundação Dorina. Nesta primeira fase, escolas públicas de sete Estados vão receber o LEGO® Braille Bricks.

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