Garantia de direitos e cidadania para as mulheres com deficiência no Brasil

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Garantia de direitos e cidadania para as mulheres com deficiência no Brasil

Coletivo Feminista Helen Keller lança guia que contextualiza o tema no País, faz resgate histórico do movimento das pessoas com deficiência, destaca os modelos da deficiência e as contribuições do feminismo para a inclusão, aborda temas como saúde, direitos sexuais e reprodutivos, educação sexual emancipatória, educação, trabalho, violência e acesso à Justiça, todos escritos por mulheres com deficiência.

Luiz Alexandre Souza Ventura

26 de maio de 2020 | 10h46


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Descrição da imagem #pracegover: Mulher de cabelos loiros, lisos e compridos, pele clara e óculos é mostrada de perfil, com o lado direito do rosto voltado para a câmera. Ela manuseia o smartphone com o guia ‘Mulheres com Deficiência: Garantia de Direitos para Exercício da Cidadania’, do Coletivo Feminista Helen Keller, na tela. Crédito: blog Vencer Limites.


O Coletivo Feminista Helen Keller lançou nesta segunda-feira, 25, o guia ‘Mulheres com Deficiência: Garantia de Direitos para Exercício da Cidadania’. Segundo o grupo, a ideia é oferecer a essa população um instrumento de informação, articulação e ação política.

A publicação integra a campanha ‘‘Ampliar a relevância, o reconhecimento e o impacto da atuação das OSCs no Brasil’. “O guia contextualiza as mulheres com deficiência no Brasil, traz o resgate histórico sobre o movimento de pessoas com deficiência, modelos da deficiência e as contribuições ao e do movimento feminista”, diz o Coletivo.

A meta é alcançar diferentes mulheres com deficiência, assim como movimentos de direitos humanos, pesquisa, legislação, profissionais da saúde, da educação e da segurança pública

“Trazer visibilidade para nossas histórias através de informações que embasem pautas e reivindicações para o exercício da nossa cidadania”, ressalta o Coletivo.

Fazem parte temas como saúde, direitos sexuais e reprodutivos, educação sexual emancipatória, educação, trabalho, violência e acesso à justiça, todos escritos por mulheres com deficiência.

“Quem são as mulheres com deficiência? Quem conta e constrói conhecimento sobre nossos corpos? Por que as mulheres são a maioria da população com deficiência e a relação entre gênero e deficiência ainda é recente? Como alcançar mulheres com deficiência que, muitas vezes, não encontram sua luta representada, e dizer a elas que não estão sozinhas? Esses e outros questionamentos estão materializados no guia”, esclarece o grupo.

Entre as autoras está Anahí Guedes de Mello, ativista surda e lésbica, antropóloga, doutora em antropologia social, pesquisadora associada da Anis – Instituto de Bioética, coordenadora do Comitê Deficiência e Acessibilidade da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e membro do Grupo de Trabalho Estudios críticos en discapacidad do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (CLACSO).

Também participa Izabel de Loureiro Maior, professora assistente aposentada da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em medicina física e reabilitação pela UFRJ, integrante do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro, ex-secretária nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Outras autoras, com e sem deficiência, representam entidades como a Rede Lai Lai Apejo, Articulação de organizações de Mulheres Negras Brasileiras, Liga Brasileira de Lésbicas, Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas e ANPS – Articulação Nacional de Profissionais do Sexo.



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