Imagens de um cego em Tóquio

Imagens de um cego em Tóquio

João Maia, fotógrafo que tem baixa visão, é embaixador da Fundação Dorina nos Jogos Paralímpicos. Além de registrar momentos da competição e da cultura japonesa, vai mostrar como o país trata as pessoas com deficiência e a acessibilidade.

Luiz Alexandre Souza Ventura

19 de agosto de 2021 | 10h07

Foto do fotógrafo João Maia olhando para a câmera e sorrindo, enquanto segura outra câmera. Ele é negro, tem cabelos curtos e veste uma camisa rosa com a frase 'fotografia cega' escrita em letras pretas.

João Maia tem baixa visão, é fotógrafo e, ara capturar as imagens, usa audição, tato, olfato, percepção de vultos e cores. Crédito: Reprodução.


O fotógrafo João Maia está em Tóquio para uma importante missão. Ele é embaixador institucional da Fundação Dorina Nowill para Cegos e vai registar momentos da competição e da cultura japonesa, mas a parte mais emblemática desse trabalho ultrapassa o esporte.

Maia tem baixa visão, é criador do projeto Fotografia Cega, e foi para o outro lado do mundo descobrir e mostrar de que maneira o país trata as pessoas com deficiência e a acessibilidade, principalmente para quem tem deficiência visual.

A missão inclui fotos, vídeos e publicações nas redes sociais da Fundação Dorina. A meta é dar visibilidade ao tema ao proporcionar à sociedade acesso mais profundo à realidade das pessoas cegas ou com baixa visão.


Reprodução de trecho da timeline do perfil Fotografia Cega no Instagram com 12 quadros dispostos e quatro linhas de três quadros cada.

João Maia criou o projeto Fotografia Cega. Crédito: Reprodução.


Para capturar as imagens, ele usa audição, tato, olfato, percepção de vultos e cores.

Maia perdeu a visão aos 28 anos, por consequência de uma uveíte bilateral, fez sua reabilitação na Fundação Dorina e somente após esse processo investiu na conquista do antigo desejo de trabalhar com a fotografia. Em 2016, cobriu os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro.


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