Importância da inclusão de autistas na educação e do diálogo na rotina escolar

Importância da inclusão de autistas na educação e do diálogo na rotina escolar

Simpósio com seis horas de duração está liberado na internet. Especialistas destacaram a necessidade do autoconhecimento e os reflexos do diagnóstico no desenvolvimento da pessoa autista.

Luiz Alexandre Souza Ventura

05 de novembro de 2020 | 14h43

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Em uma foto com fundo branco, seis pessoas estão reunidas, quatro mulheres e dois homens. Algumas vestem camiseta azul com a frase 'inclusão é informação' escrita na cor branca. Crédito: Reprodução.

Descrição da imagem #pracegover: Em uma foto com fundo branco, seis pessoas estão reunidas, quatro mulheres e dois homens. Algumas vestem camiseta azul com a frase ‘inclusão é informação’ escrita na cor branca. Crédito: Reprodução.


“Educar o aprendente autista é construir uma relação com dialógo, pressupõe um jeito diferente de aprender e de ensinar”, afirma o escritor, educador e psicopedagogo Eugênio Cunha, um dos palestrantes do 1º Simpósio Nacional AutismoS On-line, evento gratuito organizado pelo Instituto AutismoS com a Uniasselvi, transmitido nesta quarta-feira, 4, no YouTube.

Para o professor, a inclusão de pessoas autistas na educação exige participação do profissional assistente, para dar suporte ao processo de aprendizagem.

As explicações do educador foram reforçadas pelo relato de Marcos Petry, de 27 anos, que é autista e compartilha suas experiências na internet, principalmente o processo que o levou à formação em comunicação e ao mestrado em design gráfico e produção publicitária.

Junto com sua mãe, Arlete Petry, o palestrante narrou sua trajetória de autoconhecimento e de que maneira enfrentou as barreiras para o desenvolvimento pessoal e profissional. “São muitos desafios e possibilidades. O autismo precisa ser compreendido por diversos olhares”, diz Petry.

“A autenticidade foi o pontapé para vencer as dificuldades. A gente não deixou ele dentro de casa. Não encontramos muita informação, mas investimos nos estímulos e num intenso trabalho conjunto de toda a família para que o Marcos pudesse ter uma vida com qualidade. Aos 12 anos, ele se percebeu diferente e começou a se autoestudar, se entender”, comentou Arlete.

Diagnóstico – “As características do Transtorno do Espectro Autista não podem ser avaliadas isoladamente, é preciso considerar fatores em conjunto – hiperatividade, ansiedade e distúrbio do sono são algumas delas – para um diagnóstico preciso e, a partir daí, orientar a criança para estimular o desenvolvimento de habilidades”. A explicação do neurologista infantil Thiago Gusmão também foi destaque no simpósio.

“Ninguém se torna autista depois de adulto. Os sinais se apresentam na infância e acompanham a pessoa por toda a vida”, disse no evento a escritora Michelle Malab, que recebeu a confirmação de sua condição já adulta e que tem um filho autista.




Vídeo produzido pela Helpvox com a versão da reportagem na Língua Brasileira de Sinais.

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