“Inclusão nas empresas é importante e necessária”

“Inclusão nas empresas é importante e necessária”

Cláudio Medina Junior tem deformação congênita e trabalha na TIM Brasil há 11 anos. Sua trajetória na operadora mostra que investir na diversidade ajuda o mercado corporativo a evoluir, ampliando a representatividade. Nesta quinta-feira, 21 de setembro, celebramos o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência.

Luiz Alexandre Souza Ventura

21 Setembro 2017 | 14h32

“É importante que as empresas tenham essa atenção com a acessibilidade, porque faz toda a diferença”, diz Cláudio Medina Junior. Foto: Divulgação/TIM Brasil/Maria Paula Vieira


O acesso ao mercado de trabalho, ao emprego formal, a oportunidades e promoções dentro das empresas é o maior desafio de pessoas com deficiência no Brasil. Amparados pela Lei nº 8.213/1991, chamada de Lei de Cotas, profissionais com deficiência conseguiram espaço em corporações e, com base em suas qualificações, habilidades e conhecimentos, chegaram a posições de liderança.

No escritório da TIM Brasil em Santo André, no ABC Paulista, o consultor de relacionamento Cláudio Medina Junior, de 34 anos, circula com sua cadeira de rodas há 11 anos. Contratado em 2006 para trabalhar no call center, foi seu primeiro emprego formal. Atualmente, atua no setor premium do atendimento corporativo.

“É importante que as empresas tenham essa atenção com a acessibilidade, porque faz toda a diferença”, diz o consultor, que usa a cadeira de rodas por causa das sequelas da deformação congênita. “Muitas pessoas capacitadas não conseguem boas oportunidades no mercado de trabalho. Quando comecei, era muito mais difícil encontrar empresas que investiam em inclusão. Hoje isso melhorou, mas ainda precisa de muita conscientização. A inclusão dentro das empresas é muito importante e necessária”.

Cláudio Medina Junior tem deformação congênita e trabalha na TIM há 11 anos, seu primeiro emprego formal. Foto: Divulgação/TIM Brasil/Maria Paula Vieira

Cláudio Medina Junior tem deformação congênita e trabalha na TIM há 11 anos, seu primeiro emprego formal. Foto: Divulgação/TIM Brasil/Maria Paula Vieira


Cláudio destaca que a falta de acessos é um dos maiores bloqueios para a inclusão, mesmo em companhias que oferecem boas oportunidades. “Isso impede muitas pessoas com deficiência de aceitarem as propostas. Há posições sem condições de receber todos”.

O funcionário ganhou destaque por sua habilidade em falar e ouvir, prática essencial no relacionamento com o cliente. “Não há dificuldades, é questão de adaptação e treino. Trabalho com isso há bastante tempo”, conclui.

Nesta quinta-feira, 21 de setembro, celebramos o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, instituído por movimentos sociais em 1982 e oficializado em 14 de julho de 2005 pela Lei Federal nº 11.133. A data foi escolhida por sua proximidade com a Primavera e o Dia da Árvore, representado o nascimento de reivindicações pela cidadania e a participação plena da pessoa com deficiência em igualdade de condições.

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