Instituto Semeia lança guia de acessibilidade para parques e unidades de conservação

Instituto Semeia lança guia de acessibilidade para parques e unidades de conservação

Publicação incentiva a discussão e a adoção de medidas para a eliminação de barreiras, além de destacar o potencial do turismo acessível para a visibilidade das áreas e a economia local.

Luiz Alexandre Souza Ventura

03 de dezembro de 2021 | 12h47

Homem tetraplégico é transportado em cadeira espacial pelo Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

Acessibilidade no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, é exemplo. Foto: Fernando Tatagiba.


‘A natureza ao alcance de todos: guia de acessibilidade em unidades de conservação’ foi lançado nesta semana pelo Instituto Semeia para incentivar a discussão pública e a adoção de medidas consistentes e abrangentes para a eliminação de barreiras de acesso.

“A constatação de que muitas das áreas protegidas brasileiras, que estão entre os mais belos e importantes patrimônios naturais do mundo, não estão aptas a receber uma parcela significativa da população nos mobilizou a lançar luz sobre o assunto”, diz Fernando Pieroni, diretor-presidente do Semeia.

“Sua pertinência não se limita ao ponto de vista ético ou à imposição legal; se desvenda também pelo potencial de desenvolvimento do turismo acessível nas áreas protegidas do país, com promissoras repercussões para a visibilidade dessas áreas, a economia local e todas as pessoas envolvidas”, ressalta Pieroni.


Passarela de madeira no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás

Acessibilidade no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, é exemplo. Foto: Fernando Tatagiba.


“Falar de inclusão das pessoas com deficiência remete a um movimento repleto de lutas, conquistas e personagens que buscam tornar a sociedade um local com mais igualdade de condições de acesso e oportunidades para todas as pessoas. O direito à natureza, contudo, nem sempre está contemplado nesse debate”, afirma o diretor.

“A acessibilidade em parques e unidades de conservação não é uma questão apenas do ponto de vista ético ou de imposição legal”, afirma “Significa falar também do potencial de desenvolvimento do turismo acessível nas áreas protegidas do Brasil, da ampliação da visibilidade e da valorização desses espaços e, claro, de saúde e bem-estar para todas as pessoas envolvidas”, completa Fernando Pieroni

A publicação foi criada com o Instituto Novo Ser e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). E tem apoio da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ).

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