Ludopedagogia para inclusão escolar no Ceará

AO VIVO

Acompanhe notícias do coronavírus em tempo real

Ludopedagogia para inclusão escolar no Ceará

Rede pública de Tianguá usa mesa digital com jogos educativos no processo de ensino e aprendizagem de 2 mil estudantes do ensino infantil e fundamental.

Luiz Alexandre Souza Ventura

24 de março de 2016 | 11h30

Em Tianguá/CE, 2 mil crianças usam a Playtable (Divulgação)

Em Tianguá/CE, 2 mil crianças usam a Playtable (Divulgação)

———-

O uso da tecnologia na educação garante vitórias substanciais para a inclusão. Cada vez mais, ferramentas digitais são aplicadas na rotina de várias escolas do País, ampliando o acesso de crianças, com ou sem deficiência, ao conhecimento.

No Ceará, um exemplo dessa conquista está na cidade de Tianguá, a 360 km de Fortaleza, especificamente no Núcleo Tecnológico de Educação Municipal (NTEM), responsável pela assistência de 56 laboratórios de informática e acompanhamento pedagógico nas escolas do município.

O núcleo utiliza desde o ano passado 22 mesas digitais com jogos educativos, chamadas Playtable, beneficiando aproximadamente 2 mil alunos, com idade em 3 e 16 anos, entre eles 60 estudantes com deficiência. No total, 18 mesas estão distribuídas em 15 escolas do município e as quatro restantes serão entregues em breve.

“Tecnologia educacional e inovação pedagógica melhoram o processo de ensino e aprendizagem. Tornam esse trabalho mais dinâmico, interativo, além de proporcionar autonomia à criança”, diz Samile Fernandes Martins, coordenadora NTEM.

“Para as crianças com deficiência, funciona como apoio ao profissional de tecnologia assistiva, considerando o planejamento prévio e respeitando os limites de cada aluno”, explica a coordenadora.

Samile Martins ressalta que ponto de partida para o trabalho com crianças com deficiência é uma conversa com a família do aluno, além da aplicação de atividades diagnósticas. “Com essas informações, define-se um planejamento orientado favorável ao processo de ensino e aprendizagem. Os jogos são analisados previamente pelos professores e, após sua utilização em sala de aula, avanços e dificuldades são registrados na ficha dos estudantes”, diz.

“A ludopedagogia é fundamental na educação da criança com deficiência”

Em 2015, o Núcleo de Atendimento Pedagógico Especializado (NAPE/NANÁ), em Tianguá, atendeu 128 crianças. Criado em 2004, é orientado por uma proposta inclusiva e integrativa no ensino regular das escolas públicas do município. “Os profissionais envolvidos devem estar abertos para a descoberta de novos conceitos e permanentes reformulações no processo de ensino-aprendizagem. A tecnologia tem tudo a ver com isso”, salienta a coordenadora.

A equipe que atua com a educação inclusiva no município é formada por profissionais especializados, coordenadora pedagógica, pedagoga, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicopedagoga, assistente social, merendeira e secretária.

Todos são estimulados, e desafiados, a investigar e explorar os recursos disponíveis na comunidade para promover acessibilidade, articular serviços especializados existentes na rede de educação, saúde e ação social, além de acompanhar o processo de aprendizagem dos alunos.

———-

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: