MIT amplia pesquisas sobre síndrome de Down com doação brasileira

MIT amplia pesquisas sobre síndrome de Down com doação brasileira

Fundação Alana repassou US$ 28 milhões ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA). Parte do recurso será usado no Alana Down Syndrome Center, para aprofundar o conhecimento sobre a condição genética. Centro também vai oferecer capacitação e educação para jovens cientistas e estudantes de todo mundo por meio de bolsas de estudo. Nesta quinta-feira, 21/3, celebramos o Dia Mundial da Síndrome de Down.

Luiz Alexandre Souza Ventura

21 de março de 2019 | 13h44

IMAGEM 01: Fundação Alana repassou US$ 28 milhões ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA). Parte do recurso será usado no Alana Down Syndrome Center, para aprofundar o conhecimento sobre a condição genética. Centro também vai oferecer capacitação e educação para jovens cientistas e estudantes de todo mundo por meio de bolsas de estudo. Nesta quinta-feira, 21/3, celebramos o Dia Mundial da Síndrome de Down. Descrição #pracegover: Foto no campus do MIT, nos Estados Unidos, mostra três moças e dois rapazes andando juntos e sorrindo. Uma das moças tem síndrome de Down. Crédito: Divulgação.


O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (Massachusetts Institute of Technology – MIT) recebeu nesta quarta-feira, 20, US$ 28,6 milhões – algo em torno de R$ 110 milhões – da Alana Foundation, braço filantrópico da organização brasileira Alana, que se dedica à promoção dos direitos e ao desenvolvimento da criança.

Parte do recurso será aplicado no Alana Down Syndrome Center, que vai reunir uma equipe de cientistas e engenheiros em pesquisas biológicas e neurocientíficas sobre a síndrome de Down, além de oferecer capacitação e educação para jovens cientistas e estudantes de todo mundo por meio de bolsas de estudo.

O centro será comandado por Angelika Amon, especialista em análise cromossômica, e Li-Huei Tsai, reconhecida pelo seu trabalho com doenças degenerativas, incluindo Alzheimer, doença muito comum em pessoas que têm Down. A iniciativa marca o Dia Mundial da Síndrome de Down, celebrado nesta quinta-feira, 21/3.



O aporte também fomenta projetos e tecnologias que aumentam a participação de pessoas com deficiência na educação, no trabalho e na comunidade.

“A doação foi feita por nossa família, com recursos privados”, explica Marcos Nisti, CEO do Alana. “Estamos investindo no MIT por ser o maior centro de pesquisas em cérebro e cognição do mundo”, diz o executivo.

“Incontestavelmente, o Brasil tem excelentes pesquisadores e, sempre que houver possibilidade de parcerias com instituições brasileiras, elas serão exploradas, mas o MIT é uma das instituições de pesquisa multidisciplinar com os melhores pesquisadores em genética, memória e aprendizagem. Lá estão reunidos estudiosos de todo o mundo”, afirma Nisti.



“A decisão não foi tomada com base na geografia, mas sim na qualidade e no estágio de avanço das pesquisas de cérebro e genética que a instituição comporta”, complementa o CEO. “O Alana Down Syndrome Center será liderado por uma chinesa. E a equipe tem vários sotaques diferentes, incluindo um coreano e um etíope. Criam inovações que revolucionam a nossa maneira de ver, viver e interagir com o mundo”, comenta. “Estamos trazendo um arcabouço de inovação multidisciplinar para o que já existe de pesquisa em síndrome de Down”, esclarece Nisti.

“A escolha do MIT para esse aporte foi feita exatamente pelo o que ele simboliza: a cognição, o estudo do cérebro e a valorização do indivíduo, independente do lugar que ele venha. E os resultados certamente irão beneficiar pessoas com Síndrome de Down no mundo inteiro. O objetivo é estabelecer uma estratégia de pesquisa e inovação de longo prazo, criando uma rede de pesquisadores centralizados em alcançar o progresso real para pessoas com síndrome de Down”, completa Marcos Nisti.

A doação apoia a MIT Campaign for a Better World. Uma declaração conjunta está publicada em www.alana.mit.edu/statement. Em 2015, a Alana Foundation repassou US$ 1,7 milhão ao MIT para financiar pesquisas, criar novos modelos experimentais em síndrome de Down e desenvolver novas terapias.

Entre os resultados conquistados está o estudo de Hiruy Meharena, membro sênior do laboratório de neurociência de Li-Huei que pesquisa os impactos da síndrome de Down no cérebro, em nível celular e genômico, utilizando células-tronco derivadas de pacientes.

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