“Não há desculpa para negligenciar a acessibilidade”

“Não há desculpa para negligenciar a acessibilidade”

Arquiteta destaca os sete princípios do desenho universal, chama atenção para a norma 9050 da ABNT e lista o que é fundamental para tornar um ambiente realmente acessível.

Luiz Alexandre Souza Ventura

07 de outubro de 2019 | 12h17


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Descrição da imagem #pracegover: Placa de metal com diversos caracteres em braile. Crédito: Divulgação.


“Acessibilidade é um assunto que interessa a todos”, afirma a arquiteta Vanessa Pacola, especialista no tema, diretora técnica da Foco Consultoria e membro do Instituto Brasileiro de Avaliações e Pericias em Engenharia de São Paulo (Ibape/SP). “É preciso lembrar que isso vai muito além da rampa para locomoção de cadeirantes”, ressalta ela.

Apesar de destacar algo muito óbvio para quem convive com deficiências, as afirmações de Vanessa ainda são nebulosas para a população que não tem deficiência ou jamais precisou de qualquer recurso acessível.

“Também é para pessoas de idade mais avançada, crianças, grávidas, para aqueles que sofreram um acidente e estão com uma perna imobilizada, para obesos, para os muito altos e para os baixos também”, explica. “Acessibilidade proporciona a todos autonomia, segurança e conforto”,


Descrição da imagem #pracegover: Foto dupla. No lado esquerdo, o tradicional símbolo usado para identificar pessoas com deficiência, com um indivíduo na cadeira de, pintado em azul sobre um piso de asfalto. No lado direito, uma longa rampa com barras laterais. Crédito: Divulgação.


Para Vanessa Pacola, precisamos falar sobe acessibilidade agora. “Tornar as cidades mais acessíveis implica em dividirmos os imóveis em dois momentos: aqueles que estão sendo construídos agora e os já existentes”, comenta a especialista.

De acordo com a arquiteta, não há desculpa para negligenciar os recursos acessíveis em imóveis que estão sendo idealizados, projetados e construídos neste momento. “Todos deverão ser projetados atendendo a 100% dos requisitos de acessibilidade da ABNT NBR 9050“, alerta.

Nesse sentido, Vanessa chama atenção para os sete princípios do desenho universal, que são: equiparação nas possibilidades de uso, uso flexível, uso simples e intuitivo, informação de fácil percepção, tolerância ao erro, baixo esforço físico, dimensão e espaço para aproximação e uso.


Descrição da imagem #pracegover: Foto da arquiteta Vanessa Pacola sobre um fundo de cor branca. Ela tem pela clara, cabelos longos, escuros e ondulados, veste uma camiseta preta, está sorrindo e olhando para a câmera. Crédito: Divulgação.


“Para imóveis já construídos e que vão abrigar, por exemplo, atividades comerciais, estes também devem ser adaptados e aqui vale salientar alguns itens como garantir acesso ao interior do imóvel, garantir acesso a todas as áreas de uso comum que são abertas ao público e estão dentro do imóvel, ter uma condição de atendimento acessível, ter ao menos um sanitário acessível, ter ao menos uma vaga acessível, ter sinalização visual e tátil, além disso, se tiver elevador no estabelecimento, ao menos um deve ser acessível”, lista Vanessa.

“Não podemos esquecer que também existem decretos e leis específicas, como a que determina prazo de adaptação físicas para hotéis construídos antes de 2004 e a que determina que a partir de 1° de janeiro de 2020, 100% dos cinemas deverão estar adaptados para atender surdos”, completa a arquiteta.

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