“Não há prosperidade e futuro sem inclusão”

“Não há prosperidade e futuro sem inclusão”

Senai debate a acessibilidade nas escolas e as barreiras para pessoas surdas no mercado de trabalho. Somente no ano passado, 4 mil alunos com deficiência auditiva participaram de atividades de ensino à distância organizadas pelo serviço.

Luiz Alexandre Souza Ventura

27 de abril de 2021 | 19h47

Tela dividida em seis jalenas com os participantes da live do Senai sobre inclusão na educação e no trabalho. Crédito: Reprodução.

Descrição da imagem #pracegover: Tela dividida em seis jalenas com os participantes da live do Senai sobre inclusão na educação e no trabalho. Crédito: Reprodução.


A inclusão das pessoas surdas na educação e no trabalho foi tema de um debate online organizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial nesta terça-feira, 23. Somente no ano passado, 4.388 alunos com deficiência auditiva participaram das atividades de Ensino a Distância (EaD) organizadas pelo Senai. Desde 2007, aproximadamente 238 mil estudantes com deficiência foram matrículados.

“Não há prosperidade e futuro sem inclusão”, destacou na live o gerente de educação do SESI e SENAI/MT, Carlos Braguini. “Instituições de educação e empresas precisam romper barreiras e inserir a inclusão no DNA, nos valores, nos processos seletivos”, afirmou. “Ainda existem aquelas que preferem pagar multa. Não é só cumprir cota, mas tornar as pessoas produtivas, o que não acontece da noite para o dia. Precisa de ambientes e materiais acessíveis”, afirmou Braguini.

O gerente também chamou atenção para a necessidade de todo profissional, com e sem deficiência, se qualificar, desenvolver habilidades e estar pronto para as oportunidades.

O designer e youtuber Beto Castejon, que é surdo, contou sobre as dificuldades que enfrenta no dia a dia. “As pessoas não cumprimentam, não conversam, não sabem interagir”, disse. “A legislação de Libras é importante e tem de ser respeitada, é um direito ter um intérprete na sala de aula. Foi assim que consegui me formar, me aperfeiçoar e desenvolver meu trabalho”, relatou.

Desde 2005, Libras é disciplina curricular obrigatória na formação de professores surdos, professores bilíngues, pedagogos e fonoaudiólogos.

A live marcou o Dia da Educação de Surdos, 23 de abril, e teve participação de Denise Molina, coordenadora do Programa SENAI de Ações Inclusivas em Mato Grosso, com mediação de Luiz Eduardo Leão, gerente de Tecnologias Educacionais do SENAI, e tradução em Libras pelos intérpretes Fádia Pereira e Lucivan Fernandes.




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