No interior do Amazonas, quatro mulheres cuidam de 240 pessoas com deficiência

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No interior do Amazonas, quatro mulheres cuidam de 240 pessoas com deficiência

Integrantes da Apae de Tefé, a 570 quilômetros de Manaus, dão suporte e auxílio à distância, mas a situação de muitas famílias é precária. Com acesso à cidade somente por barco ou avião, serviços que estão suspensos, faltam itens básicos de limpeza, alimentação, suplementos específicos, medicamentos e de higiene, inclusive fraldas, além de equipamentos de fisioterapia e até cadeiras de rodas. ASID Brasil vai incluir a instituição em sua rede para enviar doações.

Luiz Alexandre Souza Ventura

13 de maio de 2020 | 19h45


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Descrição da imagem #pracegover: Integrantes da Apae de Tefé posam juntos na quadra esportiva da unidade. Crédito: Divulgação.


“Ninguém foi abandonado”, diz a psicóloga Julia Macedo, uma das quatro mulheres que estão na linha de frente dos atendimentos à distância da APAE de Tefé, no interior do Amazonas, a 575 quilômetros de Manaus.

Empenhada para manter apoio e suporte a 243 pessoas com deficiência que frequentam a unidade, e suas famílias, ela une forças com a assistente social Alcemira de Alencar, a fisioterapeuta Maria Dulce de Oliveira e a atual presidente da instituição, Aila de Sá.

“Fazemos ligações diárias e compartilhamos informações nos grupos do Whatsapp, orientando sobre a higiene, quem procurar se é necessário tomar remédios ou obter uma receita, as atividades em casa e os cuidados específicos com cada tipo de deficiência”, explica a psicóloga Julia Macedo.

“Nossa maior dificuldade é saber que muitas famílias só tem o BPC (Benefício de Prestação Continuada) para manter a casa. E outras nem esses benefício têm. Então, a situação é de extrema pobreza”, afirma a presidente Aila de Sá.

“Pessoas com deficiência podem ser muito vulneráveis a várias doenças. E ainda temos mãe com dois filhos acamados. Isso me deixa muito preocupada”, diz.

“Abrimos nossas instalações para servir de abrigo às pessoas em vulnerabilidade, moradores de rua, com apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social e uma equipe técnica”, esclarece a presidente.


Descrição da imagem #pracegover: Foto da entrada da Apae de Tefé. Crédito: Divulgação.


O acesso a Tefé só pode ser feito de barco ou avião, mas os dois serviços de transporte estão suspensos por causa da pandemia do coronavírus. No começo deste mês, a Prefeitura decretou ‘lockdown’.

Até esta terça-feira, 12, o município registrou 25 mortes por covid-19, 552 casos confirmados de moradores contaminados, sendo 25 internados. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o município tem aproximadamente 60 mil habitantes.

“Neste momento, por causa da pandemia, famílias estão sem renda porque os pais não têm trabalho. Então, faltam itens básicos de limpeza, alimentação, suplementos específicos, medicamentos e de higiene, além de equipamentos de fisioterapia e até cadeiras de rodas. Há muitos acamados sem fraldas”, comenta a assistente social Alcemira de Alencar.

Nesta quarta-feira, 13, a ASID Brasil (Ação Social para Igualdade das Diferenças), que tem uma rede com 172 instituições, informou ao #blogVencerLimites que a Apae de Tefé será cadastrada no grupo para receber doações.

Essa iniciativa faz parte da campanha promovida pela ASID Brasil, que deve beneficiar aproximadamente 2 mil famílias de pessoas com deficiência em todo o País durante a pandemia de covid-19.

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