“O andador é meu amigo inseparável”

“O andador é meu amigo inseparável”

A cadeira de rodas não é o único equipamento ideal de mobilidade. Existem muitos outros aliados da acessibilidade.

Luiz Alexandre Souza Ventura

28 Janeiro 2016 | 12h14

Letícia tem cabelo liso preto, usa blusa branca, calça preta e um casaco vermelho. Está sentada em seu andador azul. Imagem: Divulgação/Mercur

Letícia tem cabelo liso preto, usa blusa branca, calça preta e um casaco vermelho. Está sentada em seu andador azul. Imagem: Divulgação/Mercur

A diversidade se apresenta de muitas formas e pode surpreender. Um olhar mais ampliado e aprofundado sobre o ambiente ao redor nos permite conhecer sempre algo novo, diferente, revolucionário. Muitas vezes, essa ruptura em nossas ‘certezas absolutas’ serve para nos ajudar a evoluir e entender o mundo em todas as suas diferenças.

Existe diversidade até mesmo quando analisamos máquinas, dispositivos, equipamentos. É uma ironia perceber que, para algumas pessoas, parece ser muito mais aceitável reconhecer as diferenças quando essas não são parte do ser humano, quando são externas, mecânicas.

A tecnologia é aliada desse processo, porque garante uma evolução palpável, empírica, nos permite visualizar, tocar e até nos relacionar como essas ferramentas.

Quando apresentamos equipamentos de acessibilidade, há uma tendência, principalmente para quem não se interessa pelo assunto, em imaginar que somente a cadeira de rodas é o ideal, mas existe muito mais, como bengalas, andadores e outros aliados.

Um exemplo da autonomia e da segurança que essas peças garantem é a Letícia, que tem 18 anos, nasceu prematura e, por isso, tem uma lesão motora que compromete seu equilíbrio. Ela não precisa da cadeira de rodas, mas suas restrições de mobilidade a colocavam em perigo. “Dei meus primeiros passos aos oito anos e sempre precisei da ajuda de alguém para caminhar. Já tentei usar muletas, mas foi com o andador que me adaptei”, diz.

Ela optou por um modelo da Mercur. “Comecei a usar em fevereiro de 2014, quando a empresa convidou minha fisioterapeuta para testar o andador com seus pacientes. Logo no primeiro momento percebi que mudaria minha vida. Ele me deu mais estabilidade para caminhar, mais segurança, melhorou minha postura e meu andar, mas principalmente, possibilitou minha autonomia nas tarefas cotidianas. Já vivi momentos que, se não fosse ele, com certeza não viveria. O andador já se tornou um amigo inseparável”, comemora Letícia.

Ainda há muita resistência em aceitar que nosso corpo é frágil e, com o passar dos anos, precisa de cuidados específicos. Vale afirmar que nenhum de nós deve ter vergonha ou sentir qualquer tipo de constrangimento ao usar equipamentos de acessibilidade, em qualquer idade.

O que vale, fundamentalmente, é ser independente e feliz.

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