ONU prevê deslocamento de 225 mil pessoas com deficiência na Ucrânia

ONU prevê deslocamento de 225 mil pessoas com deficiência na Ucrânia

Organização chama atenção para a população vulnerável. "Idosos são 32% do povo ucraniano e crianças de famílias carentes formam 14% dos necessitados".

Luiz Alexandre Souza Ventura

24 de fevereiro de 2022 | 11h07

Foto de duas mulheres em um quarto. Uma das mulheres está em uma cadeira de rodas.

A jovem ucraniana Vlada, de 19 anos, tem espinha bífida e usa uma cadeira de rodas. Ela mora na cidade de Sviatohirsk, perto da linha de demarcação que separa o território de Donbas, no leste do país. Foto: UNHCR / John Wendle.


A Organização das Nações Unidas prevê e necessidade urgente de deslocar 225 mil pessoas com deficiência na Ucrânia. O alerta feito pela Agência para Refugiados faz parte do Plano de Resposta Humanitária. Nesta quinta-feira, 24, tropas russas invadiram e atacaram a Ucrânia.

Segundo a ONU, a população vulnerável inclui idosos, que representam 32% do povo ucraniano, além de crianças de famílias carentes, que formam 14% dos necessitados.

“O conflito de 2014 no leste da Ucrânia obrigou 1,5 milhão de pessoas a fugirem de suas casas”, ressaltou a Organização.

Consequências devastadoras – “As consequências humanitárias sobre as populações civis serão devastadoras. Não há vencedores na guerra, mas inúmeras vidas serão dilaceradas. Já temos relatos de vítimas e pessoas começando a fugir de suas casas em busca de segurança”, afirma o alto comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi.

“As vidas civis e a infraestrutura civil devem ser protegidas e resguardadas em todos os momentos, de acordo com o Direito Internacional Humanitário”, diz.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) trabalha com outras agências da ONU e autoridades nacionais para fornecer assistência humanitária. Grandi pediu aos países vizinhos que mantenham as fronteiras abertas às pessoas que buscam segurança e proteção, respondendo a qualquer situação de deslocamento forçado.


Tudo o que sabemos sobre:

Pessoas com DeficiênciaONUUcrâniaRússia

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.