“Os Jogos Paralímpicos vão mostrar que o esporte é um estímulo”

“Os Jogos Paralímpicos vão mostrar que o esporte é um estímulo”

Caio Ribeiro, atleta da canoagem paralímpica, quer a medalha de ouro nos Jogos do Rio. E acredita que a competição em casa será mais quente, trará mais energia aos atletas. "O lucro é estar na minha cidade".

Luiz Alexandre Souza Ventura

05 Setembro 2016 | 10h16

Caio Ribeiro é atleta da Canoagem Paralímpica. Nasceu em 17 de fevereiro de 1986, no Rio de Janeiro. É campeão mundial (VL3 Masuclino 200m), título conquistado na Itália, em 2015, e foi campeão brasileiro (L3 Masculino 500m) no mesmo ano. Em 2014, conquistou as medalhas de ouro e prata no Mundial de Canoa VA'A - Brasil, foi campeão brasileiro (LTA 200m e 500m) e campeão sul-americano (V1 Masculino LTA) no Uruguai. No ano anterior, foi campeão mundial (V1 Masculino LTA) na Alemanha e tricampeão sul-americano (V1 Masculino LTA), no Chile. Foto: Divulgação/Nissan

O canoista carioca Caio Ribeiro está confiante. Chega aos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro com a meta de ganhar a medalha de ouro. Para isso, acredita no apoio da torcida. “Terá mais calor humano, vai dar mais energia aos atletas”, diz.

Caio nasceu em 17 de fevereiro de 1986. É campeão mundial (VL3 Masuclino 200m), título conquistado na Itália, em 2015, e foi campeão brasileiro (L3 Masculino 500m) no mesmo ano. Em 2014, ganhou as medalhas de ouro e prata no Mundial de Canoa VA’A – Brasil, foi campeão brasileiro (LTA 200m e 500m) e campeão sul-americano (V1 Masculino LTA) no Uruguai. No ano anterior, foi campeão mundial (V1 Masculino LTA) na Alemanha e tricampeão sul-americano (V1 Masculino LTA), no Chile.

“Sempre pratiquei esporte. Há cinco anos, quando sofri um acidente, entrei em depressão. Iniciei na canoagem com fisioterapia, quando estava fazendo reabilitação na ABBR (Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação). Gosto de praia, da água, decidi ver como era. Me colocaram na canoagem de equipe. Tive sensação de liberdade, de ter o controle no meio do mar”, lembra o atleta.


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Para Caio, a realização da paralimpíada no Brasil precisa deixar a mensagem de que pessoas com deficiência são capazes de fazer qualquer coisa. “Maior será a inclusão. E que o esporte no Brasil seja reconhecido e tenha mais apoio. Milhares de brasileiros estão em uma vida sem acessibilidade. Os Jogos Paralímpicos vão mostrar que o esporte é um estímulo, que ajuda na recuperação psicológica, movimenta a vida, libera energia positiva”, afirma.

E o tal ‘exemplo de superação’, o retrato do ‘herói’, abordagem habitualmente usada pela mídia em geral quando um atleta com deficiência se torna conhecido, diminuindo todo o treinamento, empenho, fibra e qualidades desse atleta?

“Faço o meu trabalho. É bom ser reconhecido. A questão de superação não me atrapalha, dá mais força para crescer. Eu foco no meu dever. Muitas pessoas não têm noção do que tive que saber, do que fiz”, diz Caio.

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