Patrimônio cultural brasileiro é tema de game para pessoas com deficiência

Patrimônio cultural brasileiro é tema de game para pessoas com deficiência

'Guardiões da Justiça', criado em Pernambuco, tem personagens do cangaço, frevo, capoeira e também do período de escravidão no Brasil. Jogo é narrado em português e inglês, com audiodescrição, legendas e tradução em Libras.

Luiz Alexandre Souza Ventura

03 de fevereiro de 2021 | 11h18

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Desenho com um dançarino de frevo sentado em uma cadeira de rodas, uma mulher com roupa de cangaceira, uma mulher negra com vestimentas coloridas que remetem à cultura africana, e um capoeirista com uma perna amputada, segurando uma bengala. No centro, uma locomotiva com face sorridente. Crédito: Divulgação.

Descrição da imagem #pracegover: Desenho com um dançarino de frevo sentado em uma cadeira de rodas, uma mulher com roupa de cangaceira, uma mulher negra com vestimentas coloridas que remetem à cultura africana, e um capoeirista com uma perna amputada, segurando uma bengala. No centro, uma locomotiva com face sorridente. Crédito: Divulgação.


A aventura começa na porta do Memorial da Justiça de Pernambuco, no Tribunal de Justiça (TJPE), em Recife, onde fica a sede dos Guardiões da Justiça. Para entrar e conhecer o grupo, é preciso encarar desafios e atividades, interagir com personagens do cangaço, do frevo e da capoeira, e também do período de escravidão no Brasil.

Essa é a dinâmica do game Guardiões da Justiça 1.0, que tem 15 níveis para cada tema, com histórias e memórias do patrimônio cultural brasileiro. Tudo é narrado em português e inglês, com audiodescrição, legendas e tradução em Libras.

“O jogo foi concebido sob o conceito de desenho universal, já nasceu com acessibilidade”, diz Germana Pereira, diretora da Tangram Cultural, empresa que desenvolveu o game junto com o Memorial da Justiça.

“Os temas fazem parte da exposição de longa duração do Memorial da Justiça. A ideia da criação do jogo veio de uma necessidade da equipe do museu de ter uma ferramenta que pudesse ajudar na mediação do seu museu com as crianças com deficiência, pois elas pouco frequentavam o Memorial, exceto eventualmente, quando levadas pelas escolas”, conta Germana.

“Acreditamos que as barreiras existentes nos museus contribuem para esse afastamento das pessoas com deficiência dos espaços e, assim, o jogo pode se tornar um grande produto para fazer essa aproximação acontecer, estimulando as pessoas dos lugares de memória, que também são deles”, afirma Mônica de Pádua, gerente do Memorial da Justiça.



Guardiões da Justiça 1.0 tem versões para smartphones e tablets, Android e iOS, e também para notebooks e computadores desktop com Windows.

Uma equipe multidisciplinar, com especialistas em tecnologia, pedagogia e acessibilidade, participou do desenvolvimento. Neste grupo estão Milton Carvalho, que tem deficiência visual e atuou como consultor em audiodescrição e acessibilidade; Letícia Lima, que tem deficiência auditiva, fez a tradução e a interpretação em Libras; Marcelo Pedrosa, que também tem deficiência auditiva, trabalhou como consultor LSE (Legendas para Surdos e Ensurdecidos), e Gabriela Severien, que tem baixa visão, é a coordenadora pedagógica e especialista em ludicidade do projeto.

“Quando acabar a pandemia, esperamos que o jogo seja um incentivo para que as crianças desejem visitar o espaço do Memorial da Justiça e que sirva como meio para contribuir para a fruição do conteúdo da exposição de forma lúdica”, diz Germana Pereira.


REPORTAGEM COMPLETA EM LIBRAS (EM GRAVAÇÃO)
Vídeo produzido por Helpvox com a versão da reportagem na Língua Brasileira de Sinais pela tradutora e intérprete Milena Silva.


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