“Pessoas com traqueostomia e laringectomia precisam ter seus direitos garantidos”

“Pessoas com traqueostomia e laringectomia precisam ter seus direitos garantidos”

Associação de Câncer de Boca e Garganta destaca a importância de reconhecer como uma pessoa com deficiência quem precisou retirar as pregas vocais. Instituição luta pela distribuição da laringe eletrônica no SUS.

Luiz Alexandre Souza Ventura

19 de setembro de 2020 | 10h08


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Descrição da imagem #pracegover: Uma mulher idosa, de pele clara, olhos claros, cabelos lisos, curtos e brancos, olha diretamente para a câmera. Ela veste uma camisa amarela, segura uma laringe eletrônica com a mão direita e tem uma proteção de crochê sobre o local no pescoço onde foi traqueostomizada. Ao redor e ao fundo, outras mulheres estão sentadas. Crédito: Divulgação.


“Pacientes com câncer de cabeça e pescoço, como aqueles que precisaram passar por uma laringectomia total, com retirada das pregas vocais por câncer de laringe, estão categorizados no rol das pessoas com deficiência e, por isso, precisam ter seus direitos garantidos”, afirma a Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG Brasil).

A instituição quer chamar a atenção da sociedade para o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado nesta segunda-feira, 21, para reforçar a importância da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (n° 13.146/2015) e suas determinações.

“Muitos pacientes são idosos, alguns nem sabem ler ou escrever, o que dificulta demais a comunicação. Essa situação provoca depressão e muitos perdem a vontade de viver. Eles precisam ter qualidade de vida, recebendo laringe eletrônica do SUS e com seus direitos garantidos enquanto pessoas com deficiência”, diz Melissa Ribeiro, presidente da ACBG Brasil.



A instituição luta para que o Ministério da Saúde incorpore insumos para reabilitação pulmonar e fonatória (adesivos, cânulas, próteses e filtros respiratórios para proteção da traqueostomia), além de defender ajuste do valor do reembolso da prótese traqueoesofágica na tabela do SUS.

“Estes insumos são primordiais para a proteção de agentes externos, principalmente para evitar a contaminação por bactérias e vírus como o novo coronavírus e o H1N1, permitindo que os pacientes possam voltar a ter convívio social”, explica a associação.

“A decisão de incorporar no SUS a laringe eletrônica para pacientes de câncer de laringe foi publicada em 11 de setembro de 2018 no Diário Oficial da União, com a portaria 39. Mas como a publicação não foi efetivada, a distribuição não é realizada, apesar de completar dois anos em setembro”, comenta Melissa Ribeiro.

“A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência prevê assistência emergencial e contínua a população com deficiência. Pela legislação vigente, pessoas com deficiência da fala deveriam receber os suprimentos necessários para sua vida em sociedade, como a laringe eletrônica”, afirma a presidente da ACBG Brasil.


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Publicado por Associação de Câncer de Boca e Garganta em Quarta-feira, 16 de setembro de 2020


REPORTAGEM COMPLETA EM LIBRAS (EM GRAVAÇÃO)
Vídeo produzido pela Helpvox com a versão da reportagem na Língua Brasileira de Sinais gravada pelo intérprete e tradutor Gabriel Finamore.


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