Piada ultrapassada

Piada ultrapassada

A comédia precisa transgredir para provocar reflexão, é uma expressão livre e não pode haver tema proibido, mas isso funciona melhor quando há talento e inteligência.

Luiz Alexandre Souza Ventura

07 de abril de 2020 | 20h40


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Descrição da imagem #pracegover: Dois jovens em um palco. Um deles está sentado em uma cadeira e o outro em uma poltrona. Ambos estão rindo. Crédito: Reprodução.


O que dizer de uma piada velha e sem graça?

Como explicar a esses dois meninos como eles estão ultrapassados?

A comédia precisa transgredir para provocar reflexão, é uma expressão livre e não pode haver tema proibido, mas isso funciona melhor quando há talento e inteligência.

Fazer graça com a deficiência não é trabalho para amadores. Vale ser prudente e aprender com Geraldo Magela e Nando Bolognesi.

Neste vídeo de novembro de 2019, gravado em Campo Grande (MS), dois jovens comediantes – Dihh Lopes e Abner Henrique – apostaram em uma sequência de frases ruins.

E o resultado é a tragédia de qualquer palhaço: um espetáculo sem graça, velho, fraco, sem qualidade criativa, descolado do momento atual e, obviamente, repleto de preconceitos.

Muita gente está com vontade de berrar, pular pra cima, descer a porrada. O que essa reação provocaria de bom?

Nos resta continuar trabalhando em ações concretas, especialmente neste momento de pandemia do coronavírus e do perigo real de abandono das pessoas com deficiência.

Eu, aos dois comediantes, indico apenas leitura e a busca por aprimoramento.



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