Pintura sem Limites

Pintura sem Limites

Luiz Alexandre Souza Ventura

12 de julho de 2014 | 11h45

Imagem: ‘O Palhaço’, de José Marcos dos Santos

Está em cartaz em São Paulo até o dia 29 de agosto a exposição ‘Pintura sem Limites’, com 14 quadros pintados com a boca ou com os pés, por artistas da Associação dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP).

Fazem parte da mostra ‘O Palhaço’, pintado a óleo com o pé por José Marcos dos Santos; ‘Mulher Golfinho’, feito com a boca por Ronaldo Cupertino da Silva, que combina técnicas de desenho e pintura em óleo sobre tela; e ‘Minha Sogra’, pintado com a boca em tinta acrílica por Clêncio Ventura.

Nesta quinta-feira, dia 17 de julho, a professora Daniela Caburro, integrante da APBP, ministra aulas abertas e gratuitas. Ela é tetraplégica e se dedica à pintura com a boca desde 1995. É necessário fazer inscrição antecipada.

A exposição, com audiodescrição e legendas em braille, é gratuira e está aberta de segunda a sexta, das 9h às 19h30, no SESC Carmo, que fica na Rua do Carmo, nº 147 – no bairro da Sé, região central da capital paulista (veja no mapa).

Imagem: ‘Cavalos’, de Daniela Caburro

Saiba mais – A Associação dos Pintores com a Boca e os Pés foi criada em 1956, quando Erich Stegmann, um artista que pintava com a boca, reuniu um pequeno grupo de artistas com deficiência física de 8 países europeus. Seu objetivo era ganhar seu próprio sustento através de seus esforços artísticos e obter uma segurança de trabalho que até então eles não tinham.

Juntando suas habilidades criativas com uma visão de negócios, Stegmann fundou a Associação dos Pintores com a Boca e os Pés como uma organização coorporativa que reproduz os trabalhos dos seus artistas principalmente na forma de cartões, calendários e outros produtos.

O pequeno grupo que ele reuniu no encontro inaugural da Associação dos Pintores com a Boca e os Pés, agora cresceu significativamente e representa aproximadamente 800 artistas em 75 países ao redor do mundo.

Um dos principais focos de Stegmann era que a Associação dos Pintores com a Boca e os Pés nunca deveria ser considerada como uma instituição de caridade pelo fato de seus membros serem deficientes físicos. Para Stegmann, a palavra “caridade” era tão abominável como a palavra “pena”. A Associação sustenta que não é numa instituição de caridade e não se qualifica para a assistência caritativa.

Imagem: ‘Floresta’, de João Paulo Fontenele

No Brasil – Atualmente há 48 artistas no Brasil, muitos dão palestras e demonstrações de pintura para escolas, empresas e outros grupos interessados, oferecendo uma melhor compreensão do trabalho que está sendo feito pela Associação e as possibilidades disponíveis como oportunidade para as pessoas com deficiência.

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Imagem: ‘Encontro de amigos’, de Adolfo Neto

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