Plataforma avalia acessibilidade de websites GOV.BR

Plataforma avalia acessibilidade de websites GOV.BR

Ferramenta analisa páginas de acordo com o Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico, aponta erros, dá notas e faz verificações periódicas em busca de atualizações.

Luiz Alexandre Souza Ventura

03 de dezembro de 2021 | 14h37

Foto da página principal da ferramenta TIC WEB na tela de um notebook.

O artigo 63 da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (n° 13.146/2015) determina a acessibilidade digital. Foto: blog Vencer Limites.


O Centro de Estudos sobre Tecnologias Web (Ceweb.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) lançou nesta sexta-feira, 3/12, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a plataforma TIC Web Acessibilidade, criada com apoio técnico do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (DCC/UFMG), para avaliar o nível de conformidade dos website sob o domínio GOV.BR com o Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico (eMag).

“A eliminação de barreira de acesso à web não é só uma obrigação moral e social, mas também legal. É uma exigência do artigo 63 da Lei Brasileira de Inclusão. Essa é uma das principais conquistas”, diz Vagner Diniz, gerente do Ceweb.br/NIC.br.

“Ao criar um site, é preciso ter em mente que um público diverso vai acessá-lo. Se isso não for considerado, muitos usuários encontrarão dificuldades ou serão excluídos, em especial, as pessoas com deficiência”, ressalta afirma Reinaldo Ferraz, especialista em desenvolvimento Web do Ceweb.br,

“Por isso é importante a análise feita pela plataforma, que já tem 418 sites e mais de 267 mil páginas avaliadas”, esclarece Ferraz.

A pesquisa da ferramenta TIC Web começou em 2010. No começo, checava se o site estava ou não em conformidade com o eMag. “O problema desse formato é que uma página que contava com apenas um erro era colocada no mesmo status de outras com diversos erros, por exemplo”, explica Ferraz.

A plataforma fornece detalhes sobre os sites analisados, como as notas que receberam e a quantidade de erros e avisos em cada um deles. Para a aplicação se tornar de uso contínuo, a coleta e verificação dos sites, que antes acontecida apenas uma vez ao ano, passou a ser constante. Agora, depois da primeira coleta, a TIC Web verificará periodicamente as páginas que sofreram atualização e as examinará.



Durante o evento o Todos@Web, realizado pelo Ceweb.br|NIC.br nesta sexta-feira, 3/12, foi lançado também o 5º fascículo, ‘Mantendo o Conteúdo Acessível’, da Cartilha Acessibilidade na Web, que aprofunda uma discussão levantada na edição anterior sobre como difundir a cultura de acessibilidade nas empresas.

“O primeiro fascículo tem caráter introdutório e apresenta os conceitos de acessibilidade. O segundo foca na questão jurídica, destacando por que os sites precisam contemplar a acessibilidade. Já o terceiro explica quem é o público-alvo da acessibilidade, enquanto o quarto mostra como introduzi-la nas empresas, com orientações sobre como abordar o tema no ambiente corporativo, desenvolver projetos na área e falar da cultura de acessibilidade. O quinto, por sua vez, aprofunda como difundir a cultura da acessibilidade nas organizações, destacando a importância do design, mas sem esmiuçar as questões técnicas, porque a cartilha deve ter o seu conteúdo consumido por qualquer pessoa, sem dificuldade. Ainda estão previstos outros dois fascículos para essa série”, resume Reinaldo Ferraz.

A publicação é do Ceweb.br|NIC.br e W3C Chapter SP, com apoio institucional do Movimento Web Para Todos (WPT), em parceria com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).

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