Polícia fecha duas instituições para pessoas com deficiência em São Paulo

Polícia fecha duas instituições para pessoas com deficiência em São Paulo

Clínicas funcionavam de maneira irregular. Imagens mostram que internados eram amontoados e amarrados. Operação investiga violência contra população com deficiência.

Luiz Alexandre Souza Ventura

30 de junho de 2020 | 18h30


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Descrição da imagem #pracegover: Foto do interior de um clínica para pessoas com deficiência mostra diversas beliches sem colchões e pedaços de pano amarrados às camas. Crédito: Reprodução.


Imagens divulgadas pelo governo de SP nesta terça-feira, 30, denunciam a situação enfrentada por pessoas com deficiência internadas em instituições, supostamente, criadas para cuidar dessa população, mas que são, na verdade, casas de tortura e humilhação.

Duas dessas clínicas que funcionavam de maneira irregular em Parelheiros, na zona sul da capital paulista, foram interditadas pela Polícia Civil durante a Operação Hefesto, que investiga denúncias de violência contra homens e mulheres aprisionados nessas instituições.

A operação organizada pela 1ª Delegacia Seccional Centro, com 30 agentes de 14 distritos, cumpriu mandados de busca e apreensão, recolheu prontuários médicos, documentos, remédios, amarras, computadores, celulares e HDs de câmeras de segurança.

As duas clínicas já haviam sido interditadas pela Coordenadoria de Vigilância à Saúde (Covisa) no dia 17 de junho, mas continuavam funcionando.

Não há informações sobre prisões.

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