Programa para mulheres com deficiência combate violência e exclusão

Programa para mulheres com deficiência combate violência e exclusão

Projeto 'TODAS in-Rede', do governo de SP, apresentado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, vai compartilhar informações sobre prevenção, trabalho, renda, direitos afetivos e sexuais, educação e liderança. Meta é fortalecer o protagonismo feminino.

Luiz Alexandre Souza Ventura

15 de junho de 2020 | 18h06


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Descrição da imagem #pracegover: Foto mostra uma mulher de cabelos pretos e longos, sentada em um sofá, com a cabeça abaixada e as mãos sobre o rosto, demonstrando medo. No plano frontal da imagem, o punho fechado de um homem. Crédito: Reprodução.


Os índices de violência contra as mulheres com deficiência no Estado de SP alertam para a necessidade de ações urgentes e efetivas do poder público. Em 2019, segundo a Secretaria da Segurança Pública, foram registradas 4,7 mil ocorrências envolvendo a população feminina com deficiência.

A exclusão desse grupo também é preocupante. Em todo o Estado de São Paulo, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 56% das pessoas com deficiência são mulheres (1,7 milhão), mas apenas 36% das vagas formais de emprego preenchidas por trabalhadores com deficiência são ocupadas por mulheres, de acordo com dados da RAIS.

O combate à violência e à exclusão da mulher com deficiência é a principal meta do programa ‘TODAS in-Rede’, lançado oficialmente nesta segunda-feira, 15, em evento online nas redes da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo (SEDPcD), com participação da secretária Célia Leão e da primeira-dama paulista, Bia Doria.

“Esse programa promove o empoderamento e a emancipação das mulheres com deficiência de São Paulo, para romper o ciclo de exclusão e violência”, diz Célia Leão. “O objetivo é dar voz às mulheres com deficiência”, ressalta a secretária.

“Com as ações previstas no programa, será constituída uma rede virtual de mulheres com deficiência de forma a retirá-las da invisibilidade de anos, buscando a união e o pertencimento”, afirma Célia Leão.

Ações – A meta do projeto é unir as mulheres com deficiência para fortalecer o protagonismo feminino.

Na lista de ações propostas está a oferta de um curso à distância sobre o atendimento para mulheres vítimas de violência, destinado aos profissionais das delegacias de defesa da Mmulher e da rede de proteção.

Outro ponto do programa é o website acessível, informativo e interativo, com canais de denúncia, entrevistas, artigos e endereços da rede de proteção e atenção à mulher.

Também haverá campanhas de comunicação nas redes sociais e articulações intersetoriais para garantir a autonomia financeira da mulher com deficiência.




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