Projeto destaca desafios de pessoas com deficiência visual

Projeto destaca desafios de pessoas com deficiência visual

'Novo Olhar' chama atenção para a rotina de cidadãos cegos ou com baixa visão. Grupo teve a ideia após promover encontros nos quais eram compartilhadas histórias sobre situações de preconceito e desconhecimento. Página no Facebook é a primeira etapa.

Luiz Alexandre Souza Ventura

12 Dezembro 2016 | 12h32

Exemplo de imagem captada por visão normal; com comprometimento da visão central, característico em doenças como Toxoplasmose Ocular Congênita, Degeneração Macular Relacionada à Idade e Doença de Stargardt; com comprometimento da visão periférica, característico em doenças como Glaucoma e Retinose Pigmentar; e com manchas escuras em todo campo visual, características nas alterações de retinas. Foto: Reprodução

Exemplo de imagem captada por visão normal; com comprometimento da visão central, característico em doenças como Toxoplasmose Ocular Congênita, Degeneração Macular Relacionada à Idade e Doença de Stargardt; com comprometimento da visão periférica, característico em doenças como Glaucoma e Retinose Pigmentar; e com manchas escuras em todo campo visual, características nas alterações de retinas. Foto: Reprodução

O Brasil tem 6,5 milhões de cidadãos cegos ou com baixa visão, segundo o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Para destacar os desafios diários dessa população foi criado o ‘Projeto Ações e Informações Novo Olhar’, para “conscientizar a população sobre os diversos tipos de deficiência visual, com informações de entretenimento, direitos, deveres e saúde”, diz a descrição da fanpage criada no Facebook.

O ‘Grupo de Ações e Informações Novo Olhar’ surgiu em abril de 2014, com participação de uma psicóloga, uma assistente social, além de clientes e ex-clientes da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

A meta era discutir os direitos das pessoas com deficiência, legislações e outro temas. Em julho de 2015 houve uma aumento no número de participantes, que fazem reuniões semanais sobre diversos assuntos.

A artista plástica Irene Zarakauskas Pundzevicius, de 81 anos, desenha e pinta desde criança. Tem baixa visão profunda há 15 anos. Já trabalhou com Burle Marx, Aldemir Martins, Lina Bo Bardi. Frequenta a Fundação Dorina há um ano e usa uma bengala para se locomover com mais segurança. Imagem: Divulgação

A artista plástica Irene Zarakauskas Pundzevicius, de 81 anos, desenha e pinta desde criança. Tem baixa visão profunda há 15 anos. Já trabalhou com Burle Marx, Aldemir Martins, Lina Bo Bardi. Frequenta a Fundação Dorina há um ano e usa uma bengala para se locomover com mais segurança. Imagem: Divulgação

Essa troca de experiências boas e ruins mostrou a necessidade de ampliar a rede de conhecimento sobre as diversas deficiências visuais, bem como as dificuldades impostas pela ausência de acessibilidade em espaços públicos e privados, além do preconceito e da falta de conhecimento.

Uma cerimônia realizada nesta segunda-feira, 12, na Fundação Dorina marcou o lançamento do projeto e também celebrou o ‘Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual’, celebrado nesta terça-feira, 13.

Para Laneide Menezes de Souza Silva, de 51 anos, tem visão subnormal profunda por ceratocone, pinta quadros e também fez curso de massoterapia. Imagem: Divulgação

Laneide Menezes de Souza Silva, de 51 anos, tem visão subnormal profunda por ceratocone, pinta quadros e também fez curso de massoterapia. Imagem: Divulgação

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