Projeto em Santos ensina defesa pessoal para mulheres com deficiência

Projeto em Santos ensina defesa pessoal para mulheres com deficiência

Violência dentro de casa se naturaliza quando a vítima depende do agressor para atividades diárias. Técnicas de evasão, contragolpes e saídas de enforcamento e agarrão ajudam a interromper o ataque para fugir ou pedir ajuda.

Luiz Alexandre Souza Ventura

13 de dezembro de 2020 | 12h10

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Em um espaço para prática de artes marciais, com piso de tatame, uma mulher idosa sentada em uma cadeira de rodas se defende de um ataque simulado por um professor. Outra mulher em cadeira de rodas e uma mulher em pé observam. Crédito: Anderson Bianchi / Divulgação / Prefeitura de Santos.

Descrição da imagem #pracegover: Em um espaço para prática de artes marciais, com piso de tatame, uma mulher idosa sentada em uma cadeira de rodas se defende de um ataque simulado por um professor. Outra mulher em cadeira de rodas e uma mulher em pé observam. Crédito: Anderson Bianchi / Divulgação / Prefeitura de Santos.


“O empoderamento e a garantia de direitos das mulheres com deficiência ainda têm muitas barreiras porque há uma dupla vulnerabilidade. E a violência, na maioria das vezes dentro de casa, se naturaliza porque elas dependem do agressor para várias atividades diárias”, diz Cristiane Zamari, coordenadora da Defesa de Políticas para a Pessoa com Deficiência da Prefeitura de Santos, no litoral sul de SP.

Um projeto da administração municipal santista ensina técnicas de defesa pessoal para mulheres com deficiência. “O objetivo é garantir que todas, independentemente das condições, tenham possibilidade de se proteger”, esclarece Zamari.


Em um espaço para prática de artes marciais, com piso de tatame, uma mulher idosa sentada em uma cadeira de rodas se defende de um ataque simulado por um professor. Outra mulher em cadeira de rodas e uma mulher em pé observam. Crédito: Anderson Bianchi / Divulgação / Prefeitura de Santos.

Descrição da imagem #pracegover: Em um espaço para prática de artes marciais, com piso de tatame, uma mulher idosa sentada em uma cadeira de rodas se defende de um ataque simulado por um professor. Outra mulher em cadeira de rodas e uma mulher em pé observam. Crédito: Anderson Bianchi / Divulgação / Prefeitura de Santos.


Na última sexta-feira, 11, o curso reuniu alunas com deficiência visual e também em cadeiras de rodas. Em encontros anteriores, participaram mulheres com deficiência auditiva. A separação é necessária para limitar o número de inscritas por causa da pandemia.

“A ideia é que elas possam se desvencilhar do agressor, ganhando um tempo para fugir ou pedir ajuda. Demonstro técnicas de movimentos circulares e de evasão, alguns movimentos contundentes de contragolpe e saídas de enforcamento e agarrão”, explica o professor de caratê Fábio de Abreu, instrutor da atividade.

Próximas turmas estão previstas para o primeiro semestre de 2021.


Vídeo produzido pela Helpvox com a versão da reportagem na Língua Brasileira de Sinais.


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