Psicólogo defende redução de medicamentos para tratar déficit de atenção com hiperatividade

Psicólogo defende redução de medicamentos para tratar déficit de atenção com hiperatividade

Alex Santos Rocha, que tem TDAH e dislexia, analisa em livro a associação entre o tratamento de neurofeedback e as terapias cognitivas comportamentais com remédios. Prefácio é escrito pela psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva.

Luiz Alexandre Souza Ventura

20 de agosto de 2019 | 11h39


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Descrição da imagem #pracegover: Foto dupla. No lado esquerdo, a capa do livro ‘Superando o TDAH’, que tem desenhos de dois cérebros, nas cores vermelho e azul, com pequenas figuras que representam diferentes estímulos. No lado esquerdo, foto do autor, o psicólogo Alex Santos Rocha, que tem cabelos curtos e escuros, está olhando para a câmera e sorrindo. Crédito: Divulgação / Dedicata Assessoria & Conteúdo.


“Posso dizer que sou muito mais feliz porque deixei de usar medicamentos e, com o tempo, fui percebendo de forma sutil uma melhora em meu comportamento, passei a dormir melhor, a ler e escrever com propriedade e entendimento”, afirma o psicólogo Alex Santos Rocha, que tem dislexia e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).

Rocha fala sobre suas próprias experiências, apresenta casos e analisa tratamentos conjuntos no livro ‘Superando o TDAH: o Neurofeedback e a Terapia Cognitiva Comportamental na melhoria dos sintomas do déficit de atenção’, lançado neste mês pela editora Autografia.

“É raro que as pessoas que nunca passaram pelo que nós passamos entendam essa felicidade”, diz o Alex Santos Rocha.

O livro tem prefácio da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, que divide com o psicólogo o canal Mentes em Pauta no Youtube. Os dois também trabalharam juntos em ‘Mentes que amam demais’, lançado em 2018.


Descrição da imagem #pracegover: Capa do livro ‘Superando o TDAH’, que tem desenhos de dois cérebros, nas cores vermelho e azul, com pequenas figuras que representam diferentes estímulos. Crédito: Divulgação / Dedicata Assessoria & Conteúdo.


“Entre as resistências que a terapia medicamentosa encontra, e que criam brecha para o aparecimento de alternativas eficazes ao tratamento do TDAH, uma das doenças psiquiátricas mais comuns na infância, está a quantidade expressiva de efeitos colaterais, como insônia, apetite reduzido e desaceleração do crescimento, além do receio que muitos pacientes têm de caráter fisiológico, como a dependência química ao medicamento, e de caráter social”, explica o psicólogo.

SAIBA MAIS – O neurofeedback funciona como um exercício de treinamento para o ajuste da disfunção cerebral. “É uma forma prática e didática, que não elimina o uso da medicação, mas aos poucos pode substituí-la. Quando alinhado à terapia cognitiva comportamental, tem efeito potencializado”, ressalta Rocha.

Para o autor Alex Rocha, o de neurofeedback pode superar tratamentos convencionais, além de ser indolor, não invasivo, lúdico e interativo. “Outro ponto positivo é que as melhorias conquistadas permanecem por longo prazo, o que tranquiliza pais e educadores, quando comparado a outros tratamentos que proporcionam o mesmo efeito que a medicação”, diz. “Essa é uma das razões que podem levar os pais a substituírem o tratamento dos filhos”, observa o psicólogo

Estima-se que 3% a 7% das crianças em idade escolar no mundo todo tenham TDAH, independentemente de gênero, situação socioeconômica ou nível cultural.

SERVIÇO:

Livro: Superando o TDAH: o Neurofeedback e a Terapia Cognitiva Comportamental na melhoria dos sintomas do déficit de atenção
Autor: Alex Santos Rocha
Editora: Autografia
Páginas: 92
Formato: 14x21cm
Preço: R$ 30,00
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