“Reabilitar a audição melhora a autoestima e a qualidade de vida”

“Reabilitar a audição melhora a autoestima e a qualidade de vida”

A perda auditiva pode provocar depressão e também levar a pessoa a tropeços e quedas. Exame de audiometria detecta a condição com facilidade. Aparelhos e implantes ajudam na reabilitação. Fonoaudióloga explica como verificar sintomas.

Luiz Alexandre Souza Ventura

02 Dezembro 2016 | 12h37

Ter a audição reabilitada significa recuperar a autoestima e a qualidade de vida. Imagem: Reprodução

Ter a audição reabilitada significa recuperar a autoestima e a qualidade de vida. Imagem: Reprodução

A perda da audição é comum em um terço da população mundial acima dos 65 anos e em metade das pessoas com mais de 75 anos, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Condição que pode afetar significativamente a socialização, a surdez pode ser atenuada com acompanhamento médico e o uso de equipamentos auditivos.

Estudo realizado em 2014 pelo National Institute on Deafness and Other Communication Disorders (NIDCD) constatou que, em adultos, conforme a audição vai diminuindo, o percentual de pessoas depressão sobe de 5% para 11%.

Outra correlação preocupante foi identificada pela Johns Hopkins University, que avaliou 2.017 pessoas de 40 a 69 anos e concluiu que a perda auditiva aumenta o risco de acidentes como tropeços e quedas. Segundo a universidade americana, pessoas com perda de 25 db (considerada leve) tinham triplicadas as chances de quedas.

A fonoaudióloga Andréa Abrahão é diretora da rede de reabilitação auditiva Direito de Ouvir. Imagem: Divulgação

A fonoaudióloga Andréa Abrahão é diretora da rede de reabilitação auditiva Direito de Ouvir. Imagem: Divulgação

“É importante procurar ajuda assim que a pessoa perceber que não está ouvindo bem. Quanto antes diagnosticada a perda auditiva, menores serão as consequências”, diz a fonoaudióloga Andréa Abrahão, diretora da rede de reabilitação auditiva Direito de Ouvir.

“Quem protela o problema fica mais exposto a doenças secundárias, como a depressão, e se priva de manter uma convivência plena e positiva com os amigos e familiares, o que pode ser facilmente resolvido através da reabilitação auditiva”, explica e especialista.

Por isso, principalmente em pessoas com mais de 60 anos, é importante manter atenção a sintomas como zumbidos e a sensação de ouvido entupido, inclusive no convívio social, quando a pessoa começa a falar muito alto, a repetir perguntas por não entender as respostas e a ter dificuldade de se comunicar por telefone.

“Muita gente convive com a perda auditiva porque ainda consegue escutar um pouco, mas o atraso em buscar ajuda acaba agravando a situação”, afirma Andréa Abrahão.

Aparelhos e implantes ajudam na reabilitação. Imagem: Reprodução

Aparelhos e implantes ajudam na reabilitação. Imagem: Reprodução

Um simples exame de audiometria pode identificar a perda de audição. “Ter a audição reabilitada significa, muitas vezes, recuperar a autoestima e a qualidade de vida. Os aparelhos atuais são mais confortáveis, bastante acessíveis em termos de preço e muito discretos. Não se deve comprometer a vida social por vergonha de usá-los”, defende a fonoaudióloga.

Depressão – A incapacidade auditiva pode levar ao isolamento social e, em casos mais graves, até à depressão. “Além da utilização do aparelho auditivo, o apoio da família também é um aspecto que colabora para a pessoa ficar mais confortável e motivada a enfrentar

Tratamentos – Os recursos para tratamento da perda auditiva são os aparelhos auditivos, que aperfeiçoam a qualidade do som. O implante coclear, também chamado de ouvido biônico, é indicado para quem possui danos auditivos severos. E os implantes de ouvido médio, que captam o som convertendo-o em vibrações mecânicas.

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