São Paulo testa piso tátil de instalação rápida e 60% mais barato

São Paulo testa piso tátil de instalação rápida e 60% mais barato

Recurso direcional para pessoas com deficiência visual tem material de secagem instantânea usado na sinalização de rodovias. Colocação é feita sem quebrar o chão. Equipe cobriu 60 metros de calçada em 5 minutos. Primeiras avaliações de usuários cegos são positivas. Projeto é coordenado pela secretaria da Pessoa com Deficiência.

Luiz Alexandre Souza Ventura

13 de março de 2020 | 11h26


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Descrição da imagem #pracegover: No centro da imagem está Alberto Brito, do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, que caminha por uma calçada com o piso tátil em teste já instalado. Ele é cego e usa uma bengala, veste camisa polo de cor vinho, calça jeans e tênis. Tem cabelos curtos, pretos e enrolados. Nas laterias da foto, imagens em zoom do piso tátil formado por três linhas amarelas contínuas de cor amarela. Crédito: Divulgação.


O bairro da Vila Clementino, na zona sul de São Paulo, onde funcionam diversas instituições voltadas às pessoas com deficiência visual e há grande movimentação de transeuntes cegos, recebeu nesta semana os testes de um novo piso tátil direcional. O projeto é coordenado pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), por meio da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA).

Na primeira instalação, na Rua Pedro de Toledo, entre a Avenida Rubem Berta e Rua José de Magalhães, ao lado da Subprefeitura da Vila Mariana, a equipe cobriu 60 metros de calçada em cinco minutos. O material usado no recurso, um termoplástico de alta resistência, é o mesmo aplicado na sinalização de rodovias. Além da velocidade de colocação, tem secagem instantânea e o chão não precisa ser quebrado.

“Imaginamos uma economia de até 60% na comparação com outras opções”, avalia o secretário da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato, que lidera desde o ano passado o trabalho para desenvolver a solução, com pesquisas em diversas partes do mundo.



O bairro da Vila Clementino abriga a Adeva – Associação de Deficientes Visuais e Amigos, ADEVEB – Associação Deficientes Visuais Evangélicos Brasil, e a Fundação Dorina Nowill para Cegos. Voluntários das três instituições participaram de testes, além de representantes do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e da CPA.

“O teste do novo material para piso tátil foi um sucesso, mas ainda existem questões a serem esclarecidas, como o piso de alerta, a durabilidade e a resistência. O piso foi aplicado com máquina e complementado manualmente. Está em avaliação a possibilidade de aplicar o material na faixa de pedestres”, diz Mel Gatti, secretária executiva da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA).

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