SP acolhe pessoas com deficiência agredidas ou abandonadas

SP acolhe pessoas com deficiência agredidas ou abandonadas

Serviço de proteção social tem 74 endereços. Nova Unidade, em Cotia, começa a funcionar nesta quinta-feira, 7. Saiba no #blogVencerLimites como acionar o projeto, que é coordenado pela secretaria de Desenvolvimento Social. Agredir ou abandonar pessoas com deficiência é crime previsto na Lei Brasileira de Inclusão. Denúncias podem ser feitas à Delegacia da Pessoa com Deficiência de SP ou ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos pelo Disque 100.

Luiz Alexandre Souza Ventura

06 de março de 2019 | 12h50

IMAGEM 01: Serviço de proteção social tem 74 endereços. Nova Unidade, em Cotia, começa a funcionar nesta quinta-feira, 7. Saiba no #blogVencerLimites como acionar o projeto, que é coordenado pela secretaria de Desenvolvimento Social. Agredir ou abandonar pessoas com deficiência é crime previsto na Lei Brasileira de Inclusão. Denúncias podem ser feitas à Delegacia da Pessoa com Deficiência de SP ou ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos pelo Disque 100. Descrição #pracegover: Pessoas com deficiência reunidas na residência inclusiva de Cotia. Estão sorrindo e acenando para a câmera. Crédito: Divulgação / Secretaria de Desenvolvimento Social de SP.


Pessoas com deficiência abandonadas por seus parentes ou que estão em situação familiar fragilizada podem pedir ajuda ao governo de SP. Um projeto criado em 2009, coordenado pela secretaria de Desenvolvimento Social, oferece moradia e orientação a jovens e adultos (mais de 18 anos) com deficiências leves ou moderadas.

“Na ausência ou na fragilidade da relação familiar, cabe ao Estado ofertar uma rede de serviços assistenciais que garanta a proteção social, sobretudo aos mais vulneráveis”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Célia Parnes.

As residências inclusivas, espaços administrados pelo Estado e por 67 municípios, estão presentes em 74 endereços. Cada unidade pode receber até dez pessoas com deficiência e tem uma equipe composta por assistente social, psicólogo, cuidadores, motorista e um coordenador.


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As pessoas com deficiência acolhidas pelo projeto recebem todas as refeições, participam de atividades e frequentam as Apaes locais. Em alguns casos, são incluídas no mercado de trabalho.

Nesta quinta-feira, 7, começa a funcionar a Residência Inclusiva do Instituto Pequeno Cotolengo, em Cotia, que será gerenciada pela Congregação Dom Orione com repasse anual de R$ 420 mil pelo Estado. O recurso é usado para pagar contas mensais (como água e luz), além dos salários dos profissionais que trabalham na casa, alimentação e manutenção de produtos básicos para higiene.

Outra unidade em Cotia, também administrada pelo Instituto Pequeno Cotolengo, será aberta no segundo semestre de 2019. A agenda de inaugurações atende exigência do Governo Federal.



COMO ACIONAR – O primeiro passo para buscar o serviço é procurar uma unidade do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) ou do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).

São órgãos integrados ao SUAS (Sistema Único de Assistência Social). A pessoa com deficiência será avaliada por uma equipe técnica multidisciplinar.

Vale ressaltar que agredir ou abandonar pessoas por suas deficiência é crime previsto na Lei Brasileira de Inclusão (nº 13.146/2015).

Quem tiver conhecimento desse tipo de ocorrência pode fazer uma denúncia diretamente à Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, que fica na Rua Brigadeiro Tobias, nº 527, andar térreo, perto da estação Luz do Metrô (linhas Amarela e Azul).

A delegacia tem serviço presencial de segunda à sexta, das 9h às 18h, e também atende pelos telefones (11) 3311-3380/81/83.

Denúncias de crimes contra pessoas com deficiência também podem ser feitas pelo Disque 100, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH).




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