Talento de todas as pessoas

Talento de todas as pessoas

Bienal das Artes do Sesc em Brasília tem 20 obras criadas por pessoas com deficiência intelectual. Artistas participaram de oficinas no Instituto Olga Kos. Mostra tem um total de 130 trabalhos de arte digital, desenhos, esculturas, fotografias, gravuras, objetos tridimensionais e pinturas. A entrada é gratuita.

Luiz Alexandre Souza Ventura

11 Julho 2018 | 11h26

IMAGEM 01: Bienal das Artes do Sesc em Brasília tem 20 obras criadas por pessoas com deficiência intelectual. Artistas participaram de oficinas no Instituto Olga Kos. Mostra tem um total de 130 trabalhos de arte digital, desenhos, esculturas, fotografias, gravuras, objetos tridimensionais e pinturas. A entrada é gratuita. DESCRIÇÃO #PRACEGOVER: Foto da obra 'Fragmentos', de Claudio Tozzi, que serviu de inspiração para os quadros criados por pessoas com deficiência intelectual. Por sua característica e complexidade, não é possível fazer uma descrição das imagens apresentadas. Cabe aqui a explicação sobre o trabalho de Cláudio Tozzi, iniciado na década de 1960, que envolve uma linguagem complexa, rica na sua diversidade, mas coerente no seu conjunto, revelando experiências sucessivas, com criatividade, projeto e reflexão. Para saber mais, acesse www.claudiotozzi.com.br. Crédito das imagens: Divulgação / SESC/DF

IMAGEM 01: Bienal das Artes do Sesc em Brasília tem 20 obras criadas por pessoas com deficiência intelectual. Artistas participaram de oficinas no Instituto Olga Kos. Mostra tem um total de 130 trabalhos de arte digital, desenhos, esculturas, fotografias, gravuras, objetos tridimensionais e pinturas. A entrada é gratuita. DESCRIÇÃO #PRACEGOVER: Foto da obra ‘Fragmentos’, de Claudio Tozzi, que serviu de inspiração para os quadros criados por pessoas com deficiência intelectual. Por sua característica e complexidade, não é possível fazer uma descrição das imagens apresentadas. Cabe aqui a explicação sobre o trabalho de Cláudio Tozzi, iniciado na década de 1960, que envolve uma linguagem complexa, rica na sua diversidade, mas coerente no seu conjunto, revelando experiências sucessivas, com criatividade, projeto e reflexão. Para saber mais, acesse www.claudiotozzi.com.br. Crédito das imagens: Divulgação / SESC/DF


O contato com técnicas, processos e o universo de profissionais consagrados para a releitura de seus trabalhos é a proposta de 20 obras elaboradas por pessoas com deficiência intelectual que estão expostas até o dia 26 de julho na Bienal das Artes do Sesc, em Brasília.

São trabalhos de alunos do Instituto Olga Kos de Inclusão Social, orientados por dez artistas convidados, entre os quais estão Claudio Tozzi, Yutaka Toyota, Antonio Peticov, Ival Granato, Marcelo Grassmann, Verena Matzen, Isabelle Tuchband, Caciporé Torres, Takashi Fukushima e Carlos Araujo.

“Esses trabalhos mostram o universo da criação por meio de pessoas que, habitualmente, não estão inseridas nesse meio”, afirma Jacob Klintowitz, crítico de arte e curador da exposição. “É uma proposta de inclusão pioneira na bienal, com um terço do espaço reservado aos artistas com deficiência intelectual e seus orientadores”, diz.

“Indiquei os artistas e acompanhei as orientações. Não foi exigido das pessoas com deficiência intelectual que participaram nenhum tipo de qualificação prévia. Elas foram instruídas por educadores de arte e pedagogos que mostram o uso da técnica do pigmento sobre o papel, sobre a tela ou de um objeto”, comenta o curador. “Após algumas sessões, começa o contato direto com o artista-professor, que acompanha as atividades de cada aluno, ensina sobre a ocupação do espaço, como incluir matéria e cor, mas partem do zero”, ressalta Klintowitz.



Para o crítico, o resultado obtido é extraordinário. “É a descoberta do talento que todo ser humano tem. Muitos trabalhos são coletivos. Toda pessoa tem habilidade para desenhar, pintar ou escrever. Após a primeira infância, essa vocação fica adormecida diante de um processo de educação e socialização, mas isso pode ser despertado, mesmo em um adulto, muitas vezes bloqueado, que poderá se expressar sua emoção ou observação”, comenta.

Jacob Klintowitz revela ainda que a seleção das obras teve uma visão multidisciplinar, pela formação diferente de cada jurado, contrariando o hegemônico processo expositivo brasileiro.

“A tradição é que se escolha um tema e se reúna um grupo de artistas para compor. E no Sesc/DF o processo é inverso, onde qualquer artista conhecido ou desconhecido pode se inscrever e expor seu trabalho, trazendo novas possibilidades às artes”, conclui o curador

O assessor da direção regional do Sesc/DF, Casimiro Neto, destaca que a qualidade das obras para esta edição surpreendeu. “A Bienal é resultado de um trabalho sério, com seleção criteriosa, uma oportunidade para que artistas mostrem seu talento, um momento especial para conhecer as principais tendências do cenário artístico”, resume.

SERVIÇO
Bienal das Artes do Sesc/DF (2018)
bienaldasartes.com.br
Data: até 26 de julho
Horário: 10h às 21h
Local: Pátio Brasil Shopping
Endereço: Setor Comercial Sul – Quadra 07 – Bloco A – Asa Sul
Entrada gratuita

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