Tecnologia assistiva para mudar a vida das pessoas

Tecnologia assistiva para mudar a vida das pessoas

Em entrevista ao #blogVencerLimites, a diretora comercial da Cavenaghi avalia o mercado brasileiro - na comparação com outros países - e destaca a ausência do poder público na reabilitação do cidadão e na inclusão social. A executiva explica a fase atual da empresa e a filosofia de trabalho, que motivou o nascimento da companhia e permanece até os dias atuais. Vice-presidente da Abridef, ela também comenta a recente mudança na isenção de ICMS para compra de carro novo.

Luiz Alexandre Souza Ventura

04 Outubro 2018 | 18h00

IMAGEM 01: Em entrevista ao #blogVencerLimites, a diretora comercial da Cavenaghi avalia o mercado brasileiro - na comparação com outros países - e destaca a ausência do poder público na reabilitação do cidadão e na inclusão social. A executiva explica a fase atual da empresa e a filosofia de trabalho, que motivou o nascimento da companhia e permanece até os dias atuais. Vice-presidente da Abridef, ela também comenta a recente mudança na isenção de ICMS para compra de carro novo. Descrição #pracegover: Foto de Monica Lupatin Cavenaghi. Ela tem cabelos pretos e ondulas, está sorrindo e olhando para a câmera. Crédito: Divulgação.

IMAGEM 01: Em entrevista ao #blogVencerLimites, a diretora comercial da Cavenaghi avalia o mercado brasileiro – na comparação com outros países – e destaca a ausência do poder público na reabilitação do cidadão e na inclusão social. A executiva explica a fase atual da empresa e a filosofia de trabalho, que motivou o nascimento da companhia e permanece até os dias atuais. Vice-presidente da Abridef, ela também comenta a recente mudança na isenção de ICMS para compra de carro novo. Descrição #pracegover: Foto de Monica Lupatin Cavenaghi. Ela tem cabelos pretos e ondulas, está sorrindo e olhando para a câmera. Crédito: Divulgação.


O desejo de ajudar um homem que teve a perna amputada no front italiano da 2ª Guerra Mundial. Assim nasceu, quase 50 anos atrás, a Cavenaghi, uma das principais empresas de tecnologia assistiva para mobilidade no Brasil.

“A sensação de poder mudar a vida das pessoas está no nosso dia a dia”, afirma Monica Lupatin Cavenaghi, diretora comercial da empresa que lançou recentemente o Pegasus, mecanismo que modifica substancialmente o acesso da pessoa com deficiência ao carro e permite conduzir o veículo sentado na cadeira de rodas.

“Temos um relacionamento com cada cliente e nossa meta é entender de que maneira podemos atender essa pessoa com deficiência, identificar o que ela precisa”, comenta a executiva. “Esse conceito não está centralizado na adaptação do carro para a pessoa com deficiência, mas sim na mobilidade dessa pessoa”, ressalta.


Pegasus – Dirigir sentado na Cadeira de Rodas

Veja a solução veicular que muda o conceito de dirigir no Brasil para pessoas que usam cadeira de rodas. Conheça #pegasus no Stand da Cavenaghi na Reatech. #cavenaghi #lançamento #pegasus Agradecimento especial a Vagner Rala e Ariane Fuccilli.

Publicado por Cavenaghi em Quarta-feira, 31 de maio de 2017


Todos os produtos da Cavenaghi, nacionais e importados, são voltados exclusivamente para pessoas com deficiência. Além de fazer a adaptação de veículos e vender carros acessíveis, a empresa comercializa cadeiras de rodas (diversos tipos, com e sem motor), equipamentos para reabilitação, mecanismos para banheiros, camas hospitalares, colchões para camas motorizadas e travesseiros, poltronas, mesas, peças de reposição, tem uma linha pediátrica completa, acessórios como almofadas especiais, capas e dispositivos para mobilidade em casa (guincho de transrefência).

“O Pegasus é a primeira versão de uma solução que já existe nos Estados Unidos e na Europa. Queremos melhorar muito esse projeto para o público brasileiro”, explica a diretora. “O objetivo é tornar o carro plenamente acessível, totalmente rebaixado, com espaço inteiro para mobilidade da cadeira de rodas. E a possibilidade da cadeira ficar na posição de motorista ou passageiro”, ressalta Monica.

“Lá fora, essa transferência dos bancos dentro do carro faz parte do dia a dia das pessoas”, conta a especialista. “Aqui no Brasil, essa evolução passa por burocracias e pela compreensão das autoridades de trânsito (Denatran) sobre essa tecnologia. Nossas instituições ainda estão aprendendo”, diz.


A nossa Diretora Comercial e de Marketing, @mo_lupatin, falando diretamente da Rehacare em Düsseldorf. Estamos lá representando o Brasil com as soluções da Cavenaghi. #soucavenaghi

Publicado por Cavenaghi em Quinta-feira, 27 de setembro de 2018


EMPREGO – A Cavenaghi tem menos de 100 funcionários e não precisa cumprir as exigências da Lei de Cotas (nº 8.213/1991). Apesar disso, como a empresa está absolutamente inserida nesse universo, se torna atrativa para trabalhadores com deficiência, e tem entre seus empregados uma especialista em marketing que é paraplégica.

Sobre esse tema, a diretora comercial avalia que um dos pontos fundamentais para o sucesso profissional de um trabalhador com deficiência é a aceitação da deficiência.

“Uma pessoa com deficiência que vai atender outras pessoas com deficiência precisa estar muito bem resolvida no que diz respeito à própria condição”, define Monica. “Nossa mensagem básica é da saúde, da inclusão social, da alegria, da satisfação, centralizamos atenção na vida plena, após a constatação da deficiência”, resume a executiva.

ECONOMIA – A diretora comercial da Cavenaghi afirma que o movimento da economia nacional e as crises financeiras que o Brasil e o mundo têm enfrentado atingem a companhia. “Trabalhamos com muitos itens importados e os preços oscilam. Quando há alta de dólar e euro, temos de repassar para os valores dos nossos produtos. E os clientes sentem essa mudança”, comenta.


Veículo Acessível – Chevrolet Spin Acessível – Piso Baixo

Uma das formas mais seguras e confortáveis de transportar uma pessoa que usa cadeira de rodas é esse tipo de solução. Não tem transferência, não tem problema de guardar a cadeira de rodas em porta-malas, não há problema de posicionamento postural, afinal a pessoa está em sua própria cadeira de rodas. Tecnologias que podem mudar a vida. # spinpisobaixo #veiculoacessivel #solucaocavenaghi

Publicado por Cavenaghi em Segunda, 22 de maio de 2017


MERCADO BRASILEIRO – Para Monica Cavenaghi, um dos principais problemas do mercado brasileiro, diferente dos países desenvolvidos, é a ausência do Estado pagando pela reabilitação e pela inclusão social do cidadão.

“O preço da tecnologia assistiva assusta e isso é compreensível. Custa caro mesmo. Agora, lá fora também é igualmente caro. A média de preços em dólar, aqui e nos outros países, é equivalente. Isso vale para cadeira de rodas ou para adaptação veicular. A diferença é que lá fora os grandes compradores são o Estado e os seguros saúde. Isso modifica totalmente o mercado e cria economia de escala”, avalia a diretora.

Monica Cavenaghi cita eventos do setor na Europa e nos Estados Unidos, como a REHACARE (International Trade Fair for Rehabilitation and Care) e a Medtrade (Home Medical Equipment Expo & Conference), as duas maiores feiras internacionais do segmento, e compara com a Reatech (Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade), principal encontro desse mercado no Brasil

“São eventos gigantes que formam uma retrato do mercado externo. E esse mercado não e muito maior porque há mais pessoas com deficiência. Isso acontece porque, nos outros países (Estados Unidos, Europa, Ásia) o Estado é o grande comprador”, complementa a diretora.

“O mercado brasileira ainda é um pouco amador. Estamos muito abaixo de uma profissionalização verdadeira, mas isso pode mudar totalmente quando o poder público começar a pagar a conta”, defende Monica.

“Ainda assim, não podemos deixar de destacar que estamos no Brasil, um país com imensas dificuldades sociais, econômicas, culturais e políticas. Quando observamos o caminhar da sociedade brasileira, que é muito sofrida, e comparamos com a caminhada da inclusão social, temos duas curvas radicalmente diferentes. A evolução da inclusão social está muito mais acelerada do que a própria evolução da sociedade como um todo. Temos um governo que não oferece saúde básica ou saneamento à população”, ressalta a executiva.


Publicado por Abridef Associação em Terça-feira, 22 de maio de 2018


ICMS – Monica Cavenaghi é vice-presidente da Abridef (Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva) e comentou a recente aprovação no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão ligado ao Ministério da Fazenda, do Convênio ICMS-50/18, que alterou para quatro anos o intervalo para pessoas com deficiência renovarem o pedido de isenção do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na compra de carro novo.

“A Cavenaghi é totalmente envolvida na causa da pessoa com deficiência no Brasil. Há 50 anos, acompanhamos esse processo. E, para a causa, essa aprovação preocupa muito. A isenção de ICMS e IPI para os carros está ligada à dificuldade de locomoção com o transporte público, muito deficitário em nosso País, e ligada também ao alto custo da tecnologia assistiva, na medida em que o cidadão para a própria conta. E cada vez que se reduz direitos, a parcela da população prejudicada é aquela que tem um custo de vida muito aumentado, na comparação com o indivíduo sem deficiência. Trata-se de uma equiparação de oportunidades”, comenta a diretora.

“O departamento jurídico da Abridef está analisando essa mudança para verificar quais caminhos seguir, dentro do conceito de direito adquirido. É importante haver um movimento da sociedade civil, especialmente das instituições que representam as pessoas com deficiência. Porque foi uma retidada de direitos”, conclui Monica Lupatin Cavenaghi.

Para receber nossas notícias direto em seu smartphone, basta incluir o número (11) 97611-6558 nos contatos e mandar a frase 'VencerLimites' pelo Whatsapp. VencerLimites.com.br é um espaço de notícias sobre o universo das pessoas com deficiência, integrado ao portal Estadão. Nosso conteúdo também está acessível em Libras, com a solução Hand Talk, e áudio, com a ferramenta Audima. Todas as informações publicadas no blog, nas nossas redes sociais e enviadas pelo Whatsapp são verdadeiras, produzidas e divulgadas após checagem e comprovação. Compartilhe apenas informação de qualidade e jamais fortaleça as 'fake news'. Se tiver dúvidas, verifique.

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