Temos de ser educadores, não justiceiros

Temos de ser educadores, não justiceiros

Não há nenhum resultado positivo na ação vingativa para punir quem prefere ignorar as regras e larga o carro onde bem entende.

Luiz Alexandre Souza Ventura

24 de junho de 2015 | 22h20

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O que você precisa saber sobre pessoas com deficiência

Imagem: Reprodução

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É uma situação, infelizmente, habitual.

O uso de vagas de estacionamento reservadas a pessoas com deficiência por cidadãos que não precisam desse tipo de benefício. Isso é fruto, principalmente, da falta de pensamento no coletivo, de respeito ao direito do próximo.

Mas não vejo nenhum resultado positivo na ação vingativa para punir quem prefere ignorar as regras e larga o carro onde bem entende.

Neste caso de Maringá (PR), o que realmente deve haver (como, de fato, havia) é um fiscal de trânsito para aplicar uma multa e, desta forma, repreender a atitude do motorista. Defendo, inclusive, que a multa para esse tipo de infração deva ser muito mais pesada, do ponto de vista financeiro, com muito mais pontos marcados na CNH.

Acredito sinceramente que o rapaz ‘punido’ não vai mudar de comportamento e, pior ainda, talvez volte a usar a vaga reservada, desta vez para provar que não foi atingido por essa medida.

Se queremos educar, mudar comportamentos, criar a verdadeira inclusão social, temos de ser educadores, e não justiceiros.

Também é importante destacar que ‘deficiente’ é coisa, é o sistema, é a acessibilidade. A pessoa com deficiência e, antes de tudo, uma pessoa.

É o que penso.

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