Teste e avaliação do Honda Fit 2015

Teste e avaliação do Honda Fit 2015

A Honda convidou o blog Vencer Limites para testar o Fit 2015. A única adaptação deste carro, o Comando Manual CM70 da Cavenaghi, que permite aceleração e frenagem manuais, não é o foco desta avaliação. Mantivemos atenção direta aos itens da configuração de fábrica, como dirigibilidade, conforto, segurança, espaço interno, etc.

Luiz Alexandre Souza Ventura

18 de novembro de 2014 | 10h52

Foto: Divulgação

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O transporte de pessoas com deficiência ainda é um desafio, tanto para as montadoras de veículos, que não têm foco no motorista ou passageiro com deficiência, quanto para o poder público, no que tange ao transporte coletivo. Dificuldades existem em todas as classes sociais, mas as diferenças de renda acabam por determinar qual será a modalidade usada.

Uma excessão neste cenário é a Honda, que convidou o blog Vencer Limites para testar o Fit 2015. No ano passado, a empresa vendeu, no Brasil, segundo dados da própria montadora, 10.900 carros para pessoas com deficiência, e foi a líder neste segmento. O motivo para esse resultado é a preocupação da companhia em manter nos veículos Civic, City e Fit uma série de detalhes, em todos os modelos, que proporcionam melhor acesso e uso, para pessoas com e sem deficiência.

O modelo avaliado, na cor Azul Netuno – câmbio automático CVT, motor 1.5V SOHC i-VTEC FlexOne, com 116 cv – custa aproximadamente R$ 68.900,00. Se você tem a CNH para pessoa com deficiência e já pode usar os benefícios, como isenção de IPI, ICMS, IPVA e IOF, este carro sai por algo em torno de R$ 48.500,00.

A única adaptação deste carro, o Comando Manual CM70, da Cavenaghi, que permite aceleração e frenagem manuais, não é o foco desta avaliação. Mantivemos atenção direta aos itens da configuração de fábrica, como dirigibilidade, conforto, segurança, espaço interno, etc.

Avaliação – O principal destaque do carro é a possibilidade de múltiplas configurações do espaço interno. Por se tratar de um veículo compacto, chama atenção a capacidade de carga. Com manuseio fácil de todos os bancos, transportar equipamentos de acessibilidade, como cadeiras de rodas e andadores, se torna simples. Assim como é bem mais fácil, para uma pessoa com restrição de movimentos, entrar e sair do veículo, porque a distância entre o banco e o solo é curta. A instalação do comando CM70, da Cavenaghi, impede a mudança de altura do volante, ‘efeito colateral’ de um equipamento que não faz parte do projeto original do veículo. A dirigibilidade, com a manopla acoplada ao volante, é boa. Acelerar e frear com a mão requer habilidade específica, por isso se torna fundamental frequentar a autoescola antes de sair por aí. O motor é forte. O Honda Fit 2015 atende bem às necessidades de pessoas com deficiência que podem dirigir. O preço pode ser um obstáculo, porque mesmo com todas as isenções possíveis, o carro não sai por menos de R$ 40 mil.

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“É menos para a máquina e mais para o homem”, diz Marcos Martins de Oliveira, gerente comercial da Honda Automóveis. Ele afirma que essa filosofia – a busca pela redução da quantidade de equipamentos e o aumento do espaço – é uma caraterística dos veículos da marca, detalhe que garantiu o sucesso de vendas.

Outro detalhe que mostra sensibilidade da montadora no que diz respeito às pessoas com deficiência é o Honda Conduz, projeto que certifica as concessionárias. “Fazemos visitas e vistorias, verificamos toda a acessibilidade, rampas, banheiros, vagas reservadas em estacionamentos e treinamos os vendedores”, diz Marcos. “Temos 209 lojas certificadas e os estabelecimentos de médio e grande porte têm vendedores exclusivos”.

Além disso, a Honda dá suporte para ajudar o motorista, em parceria com despachantes, e explica o ‘caminho das pedras’ para quem busca a CNH especial e tenta obter a isenção de IPI e ICMS, benefício válido para carros com preço de mercado de, no máximo, R$ 70 mil.

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Adaptações – O dinheiro economizado com isenção de IPI e ICMS ajuda a pagar, quando necessário, a instalação de equipamentos, procedimento que pode ser bastante caro. De acordo com Raul Oliveira Neto, gerente comercial da Cavenaghi (principal empresa brasileira especializada neste serviço), o acelerador de mão, que não sai por menos de R$ 1.200, e o inversor de pedal, que custa pelo menos R$ 770, são os mais pedidos. “A definição do equipamento a ser utilizado é feita pelo médico do Detran. No caso da Cavenaghi, os equipamentos são criados especificamente para cada veículo e ajustes podem ser feitos, quando necessários, para cada motorista”, explica. Um elevador custa aproximadamente R$ 10 mil. Segundo Raul, todos os veículos podem ser adaptados, mantendo a funcionalidade original.

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