Tetraplégicos, paraplégicos e amputados em acidentes de moto

Tetraplégicos, paraplégicos e amputados em acidentes de moto

Motociclistas homens entre 18 e 30 anos são maioria das vítimas do trânsito atendidas pela Rede Lucy Montoro na cidade de São Paulo.

Luiz Alexandre Souza Ventura

13 de maio de 2022 | 11h28

Foto horizontal de uma fileira de motos entre carros na cidade de São Paulo.

Número de motociclistas vítimas de acidentes de trânsito tem crescido a cada ano. Foto: Tiago Queiroz / Estadão.


Motociclistas homens entre 18 e 30 anos foram maioria (89%) entre as vítimas de acidentes de trânsito atendidas pela Rede Lucy Montoro na cidade de São Paulo em 2021.

Um levantamento da instituição mostra que 59% se tornaram pessoas com deficiência, sendo que 40% ficaram paraplégicos ou tetraplágicos após lesões medulares e 19% tiveram amputações.

No total, o número de motociclistas vítimas de acidentes de trânsito tem crescido a cada ano. Em 2019, chegou a 49%, no ano seguinte subiu para 51% e, em 2021, atingiu 63%.

A entidade destaca que essas pessoas precisam passar por um longo processo de reabilitação e enfrentam sequelas por toda a vida, com consequências não apenas para o acidentado, especialmente quando há restrições severas, o que exige dedicação integral de um ou mais membros da família.


Foto vertical de uma fileira de motos entre carros na cidade de São Paulo.

60% dos motocilistas homens que sofreram acidentes de moto se tornaram pessoas com deficiência. Foto: Tiago Queiroz / Estadão.


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