Tocha paralímpica chega a São Paulo neste domingo

Tocha paralímpica chega a São Paulo neste domingo

Revezamento terá passagens pela Avenida Paulista e Parque do Ibirapuera. Chama viaja por seis cidades, das cinco regiões nacionais, simbolizando valores paralímpicos como igualdade, determinação, inspiração, coragem e transformação.

Luiz Alexandre Souza Ventura

03 de setembro de 2016 | 11h05

A tocha paralímpica chega a São Paulo neste domingo, 4, uma das seis cidades que vão recebê-la até a próxima quarta-feira, 7, quando será acesa a chama que iluminará o Estádio do Maracanã, na Cerimônia de Abertura.

Nesta edição dos Jogos, a chama Paralímpica será formada pela união de cinco chamas acesas no Brasil e uma em Stoke Mandeville, na Inglaterra, berço do Movimento Paralímpico no mundo.

Na capital paulista, o acendimento será feito no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, às 10h. O percurso inclui o CEU Caminho do Mar, as instituições Dorina Nowill para Cegos, Apae São Paulo e AACD, além do Parque do Ibirapuera e a Avenida Paulista.

Na Avenida Paulista, a partir das 13h20, os primeiros condutores da tocha se revezarão por 5km, entre a Praça do Ciclista e a estação Ana Rosa do Metrô.

Atrações culturais gratuitas estão programadas no Ibirapuera, com diversos artistas com deficiência. A partir das 14h, haverá exibição de capoeira adaptada, danças em cadeira de rodas, teatro, flash mob e apresentação da Banda do Silêncio, formada por alunos com deficiência auditiva, cegos e ouvintes de escolas municipais. A tocha deve chegar ao parque às 16h30.

A celebração final, prevista para 18h em frente ao Museu Afro Brasil, terá apresentação da Orquestra Bachiana comandada pelo maestro e pianista João Carlos Martins.


Chama viaja por seis cidades, das cinco regiões nacionais, simbolizando valores paralímpicos como igualdade, determinação, inspiração, coragem e transformação. Imagem: Divulgação (cerimônia em Belém)

Chama viaja por seis cidades, das cinco regiões nacionais, simbolizando valores paralímpicos como igualdade, determinação, inspiração, coragem e transformação. Imagem: Divulgação (cerimônia em Belém)


ROTEIRO:

10h00 – Chegada e acendimento da Chama no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (Rodovia dos Imigrantes, km 11,5 – Vila Guarani, Jabaquara)

11h40 – Passagem da Tocha pelo CEU Caminho do Mar (Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira, 5241 – Vila do Encontro)

12h – Retorno da Tocha para o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro

13h20 – Chegada da Tocha para o revezamento na Avenida Paulista por condutores (Praça do Ciclista até Estação Ana Rosa do Metrô)

14h05 às 16h30 – passagem da Tocha pela Fundação Dorina Nowill, AACD e Apae São Paulo

16h35 – Chegada da Tocha por comboio até a Avenida República do Líbano. Início do revezamento por condutores até a entrada do Portão 10 do Parque do Ibirapuera

17h15 – Entrada da Tocha no Parque do Ibirapuera e revezamento na área interna até o Museu Afro Brasil

18h00 – Cerimônia de celebração da Tocha em São Paulo com a apresentação da Orquestra Bachiana e o maestro João Carlos Martins – Parque do Ibirapuera em frente ao Museu Afro Brasil.

Entre 14h e 17h – Festival Cultural Inclusivo – Parque do Ibirapuera em frente ao Museu Afro Brasil.

ATIVIDADES CULTURAIS E APRESENTAÇÕES:

14h00 – Grupo de Percussão Inclusiva – Nurap

14h25 – Grupo de Capoeira Adaptada – Mães da Lapa

14h40 – Apresentação de Dança da Apae São Paulo

15h10 – Flash Mob MAMMA MIA – Fundação Dorina Nowill

15h25 – Dança Contemporânea – Movimentarte

15h40 – Clube dos Paraplégicos de São Paulo

15h55 – Dança Artística em cadeira de rodas – Solidariedança

16h10 – Apresentação da cantora lírica Giovanna Maira

16h30 – Banda Música do Silêncio



Saiba mais – Ao longo de sete dias de revezamento, a tocha passará pelas mãos de 745 condutores, percorrendo a distância de 250km. O trajeto incluiu paradas em pontos icônicos, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, além de locais significativos para o movimento Paralímpico em cada cidade.

Brasília: Rede SARAH, ICEP Brasil (Instituto Educacional e Profissionalizante de Pessoas com Deficiência do Brasil), CEE Dev (Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais), CETEFE (Centro de Treinamento em Educação Física Especial). As cerimônias de acendimento e celebração serão no Parque da Cidade.

Belém: Pro Paz Sacramenta, Saber (Serviço de Atendimento em Reabilitação), CIIC (Centro Integrado de Inclusão e Cidadania), Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), NEL Belém (Núcleo de Esporte e Lazer). O acendimento é na Pro Paz e a celebração, na Praça Frei Caetano Brandão.

Natal: IERC (Instituto de Educação e Reabilitação de Cegos do Rio Grande do Norte), SADEF/RN (Sociedade Amigos dos Deficientes Físicos), Apae, Suvag RN (Sistema Universal Verbotonal de Audição Guberina), CAIC (Centro de Atenção Integrada à Criança) Adote (Associação de Orientação aos Deficientes), Clínica Pedagógica Professor Heitor Carrilho. Acendimento e celebração no Palácio dos Esportes Djalma Maranhão.

São Paulo: CPB (Centro Paralímpico Brasileiro), onde será o acendimento, CEU Caminho do Mar, Avenida Paulista, EMEBS (Escolas Municipais de Educação Bilingue para Surdos) Helen Keller, Fundação Dorina Nowill para Cegos, Apae, AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente). A celebração será no Parque do Ibirapuera. Joinville: Zoobotânico, Mirante, Bombeiros Voluntários, Apae, Felej (Fundação de Esportes, Lazer e Eventos de Joinville), Ajidevi (Associação Joinvilense para Integração dos Deficientes Visuais). As cerimônias são no Centreventos Cau Hansen.

Rio de Janeiro: Instituto Benjamin Constant, Cristo Redentor. A cerimônia de acendimento será no Museu do Amanhã.

A grande novidade da chama Paralímpica é o mecanismo de acendimento: calor humano. A chama que iluminará o Estádio do Maracanã, na Cerimônia de Abertura, será formada pela união de cinco chamas acesas no Brasil e uma em Stoke Mandeville, na Inglaterra, berço do Movimento Paralímpico no mundo.

Numa campanha virtual lançada pelo Comitê Rio 2016, pessoas do mundo todo poderão enviar mensagens positivas, por meio de hashtags, acumulando energia suficiente para acender cada chama. Após as cerimônias locais de acendimento, realizadas sempre de manhã em cada cidade, a tocha Paralímpica ganhará as ruas pelas mãos dos condutores e fará visitas em locais especiais como centros de reabilitação e institutos de deficientes visuais.

Cada chama simbolizará um valor Paralímpico: Brasília – igualdade; Belém – determinação; Natal – inspiração; e Joinville – coragem. Já São Paulo participa com o poder da #transformação e o Rio de Janeiro com a paixão pelo esporte.

As cinco chamas chegarão ao Rio de Janeiro por estradas digitais. Elas serão enviadas virtualmente para a cidade-sede após o fim do revezamento em cada região. No dia 06, uma cerimônia de união das chamas formará a chama Paralímpica no Museu do Amanhã, marco da revitalização do Centro Histórico do Rio.