Um professor de braile

Um professor de braile

Luiz Alexandre Souza Ventura

08 de novembro de 2013 | 13h23

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O que você precisa saber sobre pessoas com deficiência

Francisco Antônio de Souza é funcionário do Instituto Nacional do Câncer (INCA) há 28 anos e afirma: “É uma realização profissional”. Cego desde os 17 anos, após bater a cabeça em uma trave durante uma partida de futebol, formou-se em Pedagogia no Centro Universitário Celso Lisboa e, hoje com 49 anos, ministra aulas de braile em Mesquita, na região metropolitana do Rio de Janeiro. “Essa é uma realização pessoal”, diz.

Em meados de 2006, foi homenageado pelo município em um livro, no qual defende a perseverança diante das dificuldades. “A educação não começa na escola. Vem do lar, da nossa casa. A escola dá continuidade ao que os pais ensinam. As pessoas com deficiência não devem abandonar seus objetivos por causa dos que alguns chamam de limitações”.

E foi essa virtuosidade que garantiu ao professor Francisco muitas conquistas. Ele foi o 10º colocado em um concurso público na cidade e diz que “o caso do deficiente visual é mais complexo. Se a prova tem dez folhas e solicitamos a versão em braile, já começamos em desvantagem, porque o número de páginas sobe para 20 ou 25. E mesmo se optarmos por um ‘ledor’ (alguém para ler a prova), ele precisa ser bom nisso e muito paciente”.

Professor Francisco começou a ministrar as aulas de braile neste ano, atendendo a convite da Secretaria de Educação de Mesquita e, a partir de 2014, vai começar a ensinar Soroban, (instrumento para cálculo, originalmente chinês, levado para o Japão em meados de 1600), curso que ele já ministrou em Niterói, Friburgo e Campos, todos municípios do Estado do Rio de Janeiro.

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