Universidade ensina jovens com síndrome de Down a criar aplicativos

Universidade ensina jovens com síndrome de Down a criar aplicativos

Curso gratuito integra ação promovida pela UNIVERITAS/UNG, em parceria com Apaes de Suzano e Mogi das Cruzes, no ABC Paulista, para marcar o Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado nesta quarta-feira, 21 de março.

Luiz Alexandre Souza Ventura

19 Março 2018 | 17h46

IMAGEM 01: Curso gratuito integra ação promovida pela UNIVERITAS/UNG, em parceria com Apaes de Suzano e Mogi das Cruzes, no ABC Paulista, para marcar o Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado nesta quarta-feira, 21 de março. LEGENDA PARA CEGO VER: Jovem que tem síndrome de Down olha para a tela de um tablet enquanto manuseia o equipamento. Ele tem cabelos claros e veste camisa azul. Crédito do foto: Reprodução

IMAGEM 01: Curso gratuito integra ação promovida pela UNIVERITAS/UNG, em parceria com Apaes de Suzano e Mogi das Cruzes, no ABC Paulista, para marcar o Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado nesta quarta-feira, 21 de março. LEGENDA PARA CEGO VER: Jovem que tem síndrome de Down olha para a tela de um tablet enquanto manuseia o equipamento. Ele tem cabelos claros e veste camisa azul. Crédito do foto: Reprodução


Nesta quarta-feira, 21 de março, é celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data 21/3 foi proposta pela Down Syndrome International em alusão à trissomia do 21 (presença de três cromossomos de tipo específico no organismo).

Para marcar a celebração, a Universidade UNIVERITAS/UNG promove diversos cursos gratuitos para o desenvolvimento intelectual de jovens de 13 a 24 anos com Síndrome de Down. A ação tem parceria com as Apaes (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Suzano e Mogi das Cruzes, no ABC Paulista.

Destaque para o curso de criação de aplicativos para sistema Android, que será ministrado no próximo dia 28 de março (quarta-feira) na Apae Suzano, que fica na Rua Vereador Romeu Graciano, nº 301, na Vila Mazza.


IMAGEM 02: Dia Internacional da Síndrome de Down foi proposto em 21/3 pela Down Syndrome International em alusão à trissomia do 21. LEGENDA PARA CEGO VER: Logomarca do Dia Internacional da Síndrome de Down nas cores vermelho e azul. O símbolo tem o número 21 e as palavras World Down Syndrome Day. O desenho do número 2 completa um coração que tem o mapa do mundo dentro. Abaixo está o endereço www.WorldDownSyndromeDay.org. Clique na imagem para acessar a página do movimento. Crédito da foto: Reprodução

IMAGEM 02: Dia Internacional da Síndrome de Down foi proposto em 21/3 pela Down Syndrome International em alusão à trissomia do 21. LEGENDA PARA CEGO VER: Logomarca do Dia Internacional da Síndrome de Down nas cores vermelho e azul. O símbolo tem o número 21 e as palavras World Down Syndrome Day. O desenho do número 2 completa um coração que tem o mapa do mundo dentro. Abaixo está o endereço www.WorldDownSyndromeDay.org. Clique na imagem para acessar a página do movimento. Crédito da foto: Reprodução


Também haverá curso de programação de jogos, capoeira, música, comida para circo, oficinas de decoração de Cupcake e artesanato. No total, são 140 vagas.

As aulas estão divididas em seis dias (21, 22, 23, 26, 27 e 28) de março, sempre das 14h às 17h. Inscrições pelo telefone (11) 2464-1151 ou e-mail extensão@ung.br.

“O método aplicado nas aulas faz comparações e utiliza referências do cotidiano. De forma lúdica, os educadores ilustram as atividades para ampliar a assimilação e absorção do conhecimento”, explica Lis Lakeis Bertan, coordenadora do projeto. “O material didático, conteúdos, habilidades e competências abordadas foram elaborados de acordo com o perfil de aprendizagem. As atividades estimulam a criatividade e a inclusão ao encorajar os alunos, promovendo sua autoestima e autoconfiança”, ressalta a professora.

AGENDA

Data: 21/03 – quarta-feira
Curso: Aula de capoeira (quadra)
Local: UNG CAMPUS CENTRO
Endereço: Praça Tereza Cristina, nº 88, Centro, Guarulhos

Data: 22/03 – quinta-feira
Curso: Musicalizando com os jovens (quadra)
Local: UNG CAMPUS CENTRO
Endereço: Praça Tereza Cristina, nº 88, Centro, Guarulhos

Data: 22/03 – quinta-feira
Curso: Oficina de decoração de Cupcake
Local: APAE MOGI DAS CRUZES
Endereço: Rua Carmem de Moura Santos, nº 134, Jardim Betania

Data: 23/03 – sexta-feira
Curso: Oficina de programação de jogos
Local: UNG CAMPUS CENTRO
Endereço: Praça Tereza Cristina, nº 88, Centro, Guarulhos

Data: 23/02 – sexta-feira
Curso: Oficina de artesanato
Local: UNG ITAQUAQUECETUBA
Endereço: Avenida Uberaba, nº 251, Vila Virginia, Itaquaquecetuba

Data: 26/03 – segunda-feira
Curso: Oficina de artesanato
Local: UNG CAMPUS CENTRO
Endereço: Praça Tereza Cristina, nº 88, Centro, Guarulhos

Data: 26/03 – segunda-feira
Curso: Oficina de programação de jogos
Local: UNG ITAQUAQUECETUBA
Endereço: Avenida Uberaba, nº 251, Vila Virginia, Itaquaquecetuba

Data: 27/03 – terça-feira
Curso: Minicurso comidinhas de circo
Local: UNG CAMPUS CENTRO
Endereço: Praça Tereza Cristina, nº 88, Centro, Guarulhos

Data: 28/03 – quarta-feira
Curso: Laboratório de Informática – Criação do seu primeiro aplicativo Android
Local: APAE SUZANO
Endereço: Rua Vereador Romeu Graciano, nº 301, Vila Mazza


IMAGEM 03: Nome da síndrome é uma referência ao médico inglês John Langdon Haydon Down, o primeiro a relatar, entre os anos entre 1864 e 1866, características da ocorrência genética. LEGENDA PARA CEGO VER: Foto com foco no rosto de uma mulher de traços orientais que está com os olhos fechados e sorri leventente, enquanto segura um bebê que tem síndrome de Down. A criança olha diretamente para a câmera. Crédito da foto: Reprodução

IMAGEM 03: Nome da síndrome é uma referência ao médico inglês John Langdon Haydon Down, o primeiro a relatar, entre os anos entre 1864 e 1866, características da ocorrência genética. LEGENDA PARA CEGO VER: Foto com foco no rosto de uma mulher de traços orientais que está com os olhos fechados e sorri levemente, enquanto segura um bebê que tem síndrome de Down. A criança olha diretamente para a câmera. Crédito da foto: Reprodução


SAIBA MAIS – A síndrome de Down não é uma doença. Trata-se de uma condição causada pela trissomia do cromossomo 21. É a ocorrência genética mais comum no mundo, registrada uma vez para cada 700 nascimentos. Não há nenhuma relação com etnia, país, religião ou condição econômica.

CROMOSSOMOS – Um cromossomo (ou cromossoma) é uma longa sequência de DNA com genes que determinam nossas características.

Quando não há trissomia, o ser humano têm 23 pares de cromossomos (total de 46) em cada uma das células de seu organismo. Metade estava no espermatozoide do pai e a outra metade foi carregada no óvulo da mãe. Todos reunidos no momento da fecundação, na formação da primeira célula (ovo ou zigoto), que se dividiu para gerar o novo organismo.

O último par, com os cromossomos 45 e 46, define especificamente o sexo (XX é feminino e XY é masculino). Os outros 44 cromossomos, chamados de REGULARES (ou autossomos homólogos), estão em 22 pares e definem todas as nossas outras características.

TRISSOMIA – Quando um óvulo ou espermatozoide com 24 cromossomos é unido a outro óvulo ou espermatozoide com 23, ocorre a trissomia, que aparece especificamente no cromossomo 21. Essa diferença causa a condição chamada de síndrome de Down.

HISTÓRIA – O nome é uma referência ao médico inglês John Langdon Haydon Down, o primeiro a relatar, entre os anos entre 1864 e 1866, características da ocorrência genética. Não há registros anteriores ao século 19.

John Down trabalhava na cidade de Surrey (Inglaterra), em uma clínica para crianças com atraso neuropsicomotor, e listou características físicas similares em filhos de mães acima de 35 anos, descrevendo as crianças como ‘amáveis e amistosas’.

Influenciado pela Teoria da Evolução de Charles Darwin, explicou a síndrome e estabeleceu uma teoria étnica, com sugestão para um ‘estado regressivo da evolução’. Inicialmente, as causas foram atribuídas a tuberculose, sífilis e hipotireoidismo, classificando as crianças como ‘inacabadas’.

No período anterior à identificação da alteração cromossômica, muitos pacientes foram rejeitados e aprisionados em hospitais, época marcada por grande intolerância religiosa e cultural.

Somente em 1959, os cientistas Jerome LeJeune e Patricia Jacobs determinaram a trissomia do cromossomo 21 como causa da condição, a primeira alteração cromossômica verificada na espécie humana, já chamada de ‘mongolismo’, renomeada para Síndrome de Down aproximadamente uma década depois.

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