Vencer Limites na Rádio Eldorado – 28

Vencer Limites na Rádio Eldorado – 28

A coluna Vencer Limites na Rádio Eldorado FM (107,3) vai ao ar toda terça-feira, às 7h20, ao vivo, no Jornal Eldorado.

Luiz Alexandre Souza Ventura

22 de março de 2022 | 19h44

Foto de uma jovem com síndrome de down em posição de reflexão.

Clique na imagem para ouvir a coluna. Foto: blog Vencer Limites.


Neste 28º episódio da coluna Vencer Limites na Rádio Eldorado FM (107,3), falo sobre o Dia Mundial da Síndrome de Down, o lançamento pelo governo federal de duas novas plataformas voltadas às pessoas com deficiência é indico o livro ‘Camila & Camille’, da escritora carioca Bella Prudencio.

O Dia Mundial da Síndrome de Down é celebrado desde o ano de 2006 em 21 de março, 21/3. A data é uma referência à terceira cópia do cromossomo 21, à trissomia do 21, causa da síndrome.

Todo ano tem uma ação mundial, uma campanha da instituição internacional World Down Syndrome Day para marcar a celebração e chamar a atenção para essa condição, para as pessoas com síndrome de Down e as barreiras que essa população ainda enfrenta.

Em 2022, essa campanha pergunta: ‘O que significa a inclusão?’. A entidade propôs a publicação de reflexões nas redes sociais com a hashtag #InclusionMeans. E lançou diversos questionamentos.

“Pense no que significa a inclusão. Pense em sua vida diária, quando você participa de atividades como escola, trabalho, recreação ou vida pública ao lado de outras pessoas. Você está incluído? Tem as mesmas oportunidades que os outros? Enfrenta barreiras? Participa de atividades inclusivas ou é segregado?

Pense no que é uma atividade inclusiva ou um sistema inclusivo. Você participa de algum? Gostaria de participar? Como descreveria tal atividade ou sistema?”

Pessoas com síndrome de Down são muito usadas como símbolos da inclusão, mas esse discurso precisa ter uma comprovação prática. E quando aprofundamos essa avaliação, verificamos que ainda há muito mais barreiras do que conquistas.

De todos os questionamentos da campanha desse ano, eu repito um: “Pense em sua vida diária, quando você participa de atividades como escola, trabalho, recreação ou vida pública ao lado de outras pessoas”. E, ao pensar nisso, eu pergunto se você aceitaria o mesmo tratamento da sociedade às pessoas com síndrome de Down e com deficiência em geral.



O governo federal lançou nesta terça-feira, 21, duas novas plataformas voltadas à população com deficiência. As ferramentas foram apresentadas em cerimônia alusiva ao Dia Mundial da Síndrome de Down.

O Cadastro Nacional de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Cadastro-Inclusão) – iniciativa do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), do Ministério da Economia e do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) – deve reunir dados sobre as 17,3 milhões de pessoas com deficiência do País e facilitar o acesso a políticas públicas.

Para o cidadão, o acesso será feito pelo Meu INSS, na conta gov.br, que vai emitir um documento oficial de comprovação da deficiência. Gestores públicos terão de usar o API Pessoa com Deficiência.

Segundo o governo, neste momento, a plataforma tem informações do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da aposentadoria de pessoas com deficiência, e deve receber em breve dados a respeito da avaliação biopsicossocial.

Também foi apresentado na cerimônia o o Sistema Nacional de Informações sobre Deficiência (SISDEF), um painel com indicadores para o monitoramento de políticas públicas para pessoas com deficiência, desenvolvido pelo Núcleo de Informação, Políticas Públicas e Inclusão Social da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).


Foto de Bella Prudencio, mulher de 24 anos, de pele morena, cabelos lisos e curtos. Está sentada em uma cadeira de madeira, com as pernas abertas na direção do encosto, veste uma roupa azul com top e calça. Ao redor, paredes coloridas.

Bella Prudencio é uma mulher bissexual com depressão crônica. Foto: Divulgação.


Publiquei uma entrevista com a escritora carioca Bella Prudencio, que acaba de lançar o livro ‘Camille & Camila: Amor entre meninas’ (2022, Editora Flyve), um romance com o olhar feminino, sem clichês, sobre o amor lésbico.

A autora tem 24 anos, uma mulher bissexual, diagnosticada com depressão crônica, é psicóloga, natural de Campos dos Goytacazes, no RJ, e começou a publicar seus livros de forma independente aos 18 anos.

É uma das primeiras brasileiras a incluir obras em áudio no catálogo do Spotify e integra o time de autores da produtora dinamarquesa de audiolivros Saga Egmont.

Nessa entrevista que fiz com a Bella Prudencio, ela conta de que maneira as essas experiências pessoais foram transferidas para as personagens, como as personagens expressam essas características, fala sobre as situações que as personagens vivenciam inspiradas em momentos reais da vida dela, explica como a leitura desse livro pode impactar na vida de quem vivencia as mesmas questões e como o livro pode ajudar quem busca mais informações sobre temas como o cuidado com a saúde mental.



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