SP registra 24 mil casos de violência contra pessoas com deficiência em 17 meses

SP registra 24 mil casos de violência contra pessoas com deficiência em 17 meses

Número mais alarmante destaca que, em 72% das vezes, o agressor pertence ao núcleo familiar. Dados mostram que risco da pessoa com deficiência intelectual sofrer agressão sexual é oito vezes maior.

Luiz Alexandre Souza Ventura

08 de dezembro de 2015 | 14h16

Imagem: Reprodução

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O tamanho da violência contra pessoas com deficiência foi apresentado nesta terça-feira, 8, em São Paulo, durante o ‘II Seminário Estadual sobre Violência contra Pessoa com Deficiência: Cuidando do cuidador’, realizado na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. No evento, foram divulgados pela primeira vez os números registrados pela Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência.

No primeiro balanço anual, entre outubro de 2014 e outubro deste ano, foram contabilizadas 16.911 ocorrências, 17% na Grande São Paulo. Desde o início dos trabalhos da delegacia, em maio do ano passado, foram somados 24.227 casos.

O número mais alarmante destaca que, em 72% das vezes, o agressor pertence ao núcleo familiar. Os dados mostram que a pessoa com deficiência intelectual tem até oito vezes mais chance de sofrer uma agressão de caráter sexual.

Os tipos de violência mais comuns são: ameaça (18,9%), lesão corporal (13,5%), injúria (10,7%), estelionato (8,4%) e violência doméstica (8,02%). E 65% das vítimas têm 40 anos ou mais.

– 47,01% das pessoas agredidas têm deficiência física
– 20,99% das pessoas agredidas têm deficiência intelectual
– 13,05% das pessoas agredidas têm deficiência visual
– 12,7% das pessoas agredidas têm deficiência auditiva
– 6,25% das pessoas agredidas têm deficiência múltipla.

O crime contra o patrimônio tem maior incidência contra pessoas com deficiência auditiva (41,84%) e visual (37,25%).

Em funcionamento desde junho de 2014, a Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência já atendeu 1.100 pessoas, registrou 369 boletins de ocorrência e instaurou 112 inquéritos envolvendo casos de discriminação e outros crimes em que a presença da deficiência caracterize agravante, tornando a vítima mais vulnerável. A delegacia também orienta sobre direitos e encaminha as vítimas para serviços de proteção social.

SERVIÇO:
Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência – DPPD
Rua Brigadeiro Tobias, nº 527 – Térreo
(próximo à estação Luz do metrô – linhas Amarela e Azul)
Atendimento: 2ª a 6ª feira – 9h às 18h
(11) 3311-3380 / 3311-3383 / 3311-3381
violenciaedeficiencia@sedpcd.sp.gov.br
Skype: apoio_dppd

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