Você conhece os recursos de acessibilidade das cédulas e moedas brasileiras?

Você conhece os recursos de acessibilidade das cédulas e moedas brasileiras?

Segunda família do Real, que circula atualmente no País, foi produzida para ser reconhecida e manuseada por pessoas cegas ou com deficiência visual. Banco Central explica porque o braile não está incluído.

Luiz Alexandre Souza Ventura

04 de junho de 2016 | 09h22

Cédulas e moedas do Real têm recursos de acessibilidade. Imagem: Divulgação/BC

Dinheiro têm recursos de acessibilidade. Imagem: Divulgação/BC

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Pegue sua carteira, abra sua bolsa ou coloque a mão no bolso. Puxe, se houver, uma cédula ou moeda de qualquer valor. Passe os dedos e procure por detalhes específicos que destacam uma da outra.

Muita gente pode nem ter notado, ainda, mas todas as cédulas da segunda família do Real, em circulação atualmente no Brasil, têm informações para facilitar a acessibilidade, como marca tátil, tamanho e espessuras diferenciados. E as moedas são fabricadas em tamanhos diferentes, com serrilhas na borda para facilitar a identificação.

Um leitor cego, que pediu para não ser identificado, perguntou ao blog Vencer Limites por que o braile não foi incluído entre os recursos de acessibilidade, uma vez que é a principal forma de leitura para quem não enxerga. Nós perguntamos ao Banco Central e à Casa da Moeda.

“Não há viabilidade técnica para braile em cédulas de papel fiduciário. Isso porque ele se caracteriza por marcas em relevo, o que não permite resistência às cédulas. Com pouco tempo de manuseio, elas acabariam perdendo suas inscrições. Nos estudos para a segunda família (do Real), houve consulta às associações de cegos que, na ocasião, optaram pelas marcas táteis, consideradas satisfatórias”, respondeu o BC, que definiu quais recursos seriam adotados.

As cédulas da segunda família do Real têm tamanhos diferentes e uma marca tátil específica para cada valor que pode ser encontrada na parte de baixo da face frontal, ao lado direito. Também há detalhes específicos nas moedas.

A nota de 2 REAIS tem 121 milímitetros de largura e 65 milímetros de altura. Sua marca tátil é composta por uma barra inclinada. Imagem: Divulgação/BC

A nota de 2 REAIS tem 121 milímetros de largura e 65 milímetros de altura. Sua marca tátil é composta por uma barra inclinada. Imagem: Divulgação/BC

A nota de 5 REAIS tem 128 milímetros de largura e 65 milímetros de altura. Sua marca tátil é composta por uma barra horizontal. Imagem: Divulgação/BC

A nota de 5 REAIS tem 128 milímetros de largura e 65 milímetros de altura. Sua marca tátil é composta por uma barra horizontal. Imagem: Divulgação/BC

A nota de 10 REAIS tem 135 milímetros de largura e 65 milímetros de altura. Sua marca tátil é composta por duas barras verticais. Imagem: Divulgação/BC

A nota de 10 REAIS tem 135 milímetros de largura e 65 milímetros de altura. Sua marca tátil é composta por duas barras verticais. Imagem: Divulgação/BC

A nota de 20 REAIS tem 142 milímetros de largura e 65 milímetros de altura. Sua marca tátil é composta por duas barras inclinadas. Imagem: Divulgação/BC

A nota de 20 REAIS tem 142 milímetros de largura e 65 milímetros de altura. Sua marca tátil é composta por duas barras inclinadas. Imagem: Divulgação/BC

A nota de 50 REAIS tem 149 milímetros de largura e 70 milímetros de altura. Sua marca tátil é composta por duas barras horizontais. Imagem: Divulgação/BC

A nota de 50 REAIS tem 149 milímetros de largura e 70 milímetros de altura. Sua marca tátil é composta por duas barras horizontais. Imagem: Divulgação/BC

A nota de 100 REAIS tem 156 milímetros de largura e 70 milímetros de altura. Sua marca tátil é composta por duas barras horizontais. Imagem: Divulgação/BC

A nota de 100 REAIS tem 156 milímetros de largura e 70 milímetros de altura. Sua marca tátil é composta por duas barras horizontais. Imagem: Divulgação/BC

Na moeda de 1 CENTAVO, o anverso tem a Efígie de Pedro Álvares Cabral, navegador português que, em 22 de abril de 1500, descobriu o Brasil, ladeada por nau, simbolizando as navegações portuguesas. E o reverso tem, à esquerda, linhas diagonais de fundo que dão destaque ao dístico correspondente ao valor facial, seguido dos dísticos

Na moeda de 1 CENTAVOS, o anverso tem a Efígie de Pedro Álvares Cabral, navegador português que, em 22 de abril de 1500, descobriu o Brasil, ladeada por nau, simbolizando as navegações portuguesas. E o reverso tem, à esquerda, linhas diagonais de fundo que dão destaque ao dístico correspondente ao valor facial, seguido dos dísticos “centavo” e o correspondente ao ano de cunhagem. Imagem: Reprodução

Na moeda de 5 CENTAVOS, o anverso tem a Efígie de Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792), que, condenado à forca em decorrência de sua participação no movimento pela independência, denominado Inconfidência Mineira, é hoje reverenciado como herói e patrono cívico da nação brasileira. Sua imagem está ladeada pelo dístico

Na moeda de 5 CENTAVOS, o anverso tem a Efígie de Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792), que, condenado à forca em decorrência de sua participação no movimento pela independência, denominado Inconfidência Mineira, é hoje reverenciado como herói e patrono cívico da nação brasileira. Sua imagem está ladeada pelo dístico “Brasil” e por motivos alusivos à Inconfidência Mineira – o triângulo da bandeira dos inconfidentes, sobreposto por pássaro que representa a liberdade e a paz. E o reverso tem, à esquerda, linhas diagonais de fundo que dão destaque ao dístico correspondente ao valor facial, seguido dos dísticos “centavos” e o correspondente ao ano de cunhagem. Imagem: Reprodução

Na moeda de 10 CENTAVOS, o anverso tem a Efígie de D. Pedro I - proclamador da Independência, primeiro imperador do Brasil -, ladeada pelo dístico

Na moeda de 10 CENTAVOS, o anverso tem a Efígie de D. Pedro I – proclamador da Independência, primeiro imperador do Brasil -, ladeada pelo dístico “Brasil” e por cena alusiva à proclamação da independência política do País, ocorrida em 7 de setembro de 1822, em São Paulo, às margens do ribeirão Ipiranga. E o reverso tem, à esquerda, linhas diagonais de fundo que dão destaque ao dístico correspondente ao valor facial, seguido dos dísticos “centavos” e o correspondente ao ano de cunhagem. Imagem: Reprodução

Na moeda de 25 CENTAVOS, o anverso tem a Efígie de Manuel Deodoro da Fonseca (1827-1892), - proclamador da República e primeiro presidente constitucional do Brasil republicano -, ladeada pelas Armas Nacionais e pelo dístico

Na moeda de 25 CENTAVOS, o anverso tem a Efígie de Manuel Deodoro da Fonseca (1827-1892), – proclamador da República e primeiro presidente constitucional do Brasil republicano -, ladeada pelas Armas Nacionais e pelo dístico “Brasil”. E o reverso tem, à esquerda, linhas diagonais de fundo que dão destaque ao dístico correspondente ao valor facial, seguido dos dísticos “centavos” e o correspondente ao ano de cunhagem. Imagem: Reprodução

Na moeda de 50 CENTAVOS, o anverso tem a e Efígie de José Maria da Silva Paranhos Júnior (1845-1912), Barão do Rio Branco - estadista, diplomata e historiador brasileiro, considerado o símbolo da diplomacia do Brasil -, ladeada pelo dístico

Na moeda de 50 CENTAVOS, o anverso tem a e Efígie de José Maria da Silva Paranhos Júnior (1845-1912), Barão do Rio Branco – estadista, diplomata e historiador brasileiro, considerado o símbolo da diplomacia do Brasil -, ladeada pelo dístico “Brasil” e por cena alusiva à dinamização da política externa brasileira no início da República e à consolidação dos limites territoriais com vários países. E o reverso tem, à esquerda, linhas diagonais de fundo que dão destaque ao dístico correspondente ao valor facial, seguido dos dísticos “centavos” e o correspondente ao ano de cunhagem. Imagem: Reprodução

A moeda de 1 REAL tem no anverso a Efígie da República à direita do núcleo prateado (disco interno) e transpassando para o anel dourado (disco externo), que assim posicionada constitui um dos elementos de segurança da moeda de maior denominação. No anel dourado, referência às raízes étnicas brasileiras, representada pelo grafismo encontrado em cerâmicas indígenas de origem marajoara, e a legenda

Na moeda de 1 REAL, o anverso tem a Efígie da República à direita do núcleo prateado (disco interno) e transpassando para o anel dourado (disco externo), que assim posicionada constitui um dos elementos de segurança da moeda de maior denominação. No anel dourado, referência às raízes étnicas brasileiras, representada pelo grafismo encontrado em cerâmicas indígenas de origem marajoara, e a legenda “Brasil”. E no reverso, no anel dourado, a repetição do grafismo indígena marajoara. No núcleo prateado, esfera sobreposta por uma faixa de júbilo, que, com a constelação do Cruzeiro do Sul, faz alusão ao Pavilhão Nacional, e os dísticos correspondentes ao valor facial e ao ano de cunhagem. Imagem: Reprodução

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