1ª audiência do caso de canibalismo em Pernambuco acontece nesta quinta

Trio é acusado de matar ao menos três mulheres em Pernambuco

Gheisa Lessa, O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2012 | 11h57

SÃO PAULO - A primeira audiência de julgamento do trio acusado pela morte, com evidências de canibalismo, de três mulheres em Recife acontece no início da tarde desta quinta-feira, 25, no Fórum de Olinda. A juíza Maria Segunda Gomes de Lima, da Vara de Tribunal do Júri, comandará a sessão que tem início previsto para as 13h.

Jorge Beltrão Negromonte Silveira, de 50 anos, sua mulher, Isabel Cristina Pires Silveira, de 50, e a amante, Bruna Cristina Oliveira da Silva, de 25 anos, estão em prisão preventiva desde abril deste ano. Os réus confessos foram denunciados pelo Ministério Público e a decisão foi acatada pela Justiça.

Na reunião, devem depor 20 testemunhas. O Tribunal de Justiça de Pernambuco não soube dizer o número exato de pessoas que falarão a favor e contra os acusados. Os quatro advogados de defesa - Paulo Henrique Melo, Rannieri Aquino, Edmilson Francisco e Luiz Carlos Lopes - também estarão presente na audiência. O estadão.com.br não conseguiu contato com os advogados.

Vítimas. As investigações policiais sobre o caso começaram depois que a família de uma das vítimas - Giselly Helena da Silva, de 31 anos - denunciou o desaparecimento da mulher. O trio foi rastreado porque tinha usado o cartão de crédito da vítima em lojas em Garanhuns, no agreste Pernambucano.

Silveira, Isabel Cristina e Bruna Cristina moravam em Garanhuns e, no quintal da casa em que moravam, a polícia encontrou enterrados os corpos esquartejados de duas de suas vítimas - Alexandra Falcão da Silva, de 20 anos, e Giselly.

Detidos, eles confessaram consumir porções da carne e da pele dos corpos como forma de "purificação da alma".

O trio assumiu a responsabilidade também pela morte de Jéssica Camila da Silva Pereira, de 22 anos, no município metropolitano de Olinda, que teria sido assassinada e enterrada em 2008. Eles ficaram com uma criança, filha da vítima, que também consumiria a carne humana dada pelos adultos e ajudou a desvendar o crime ao prestar depoimentos para a polícia.

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