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11 feridos em queda de piso em baile funk seguem internados

Duas pessoas estão em estado grave e o restante continua em estado estável; mais de 90 pessoas ficaram feridas

Elvis Pereira, Central de Notícias

22 de junho de 2009 | 16h06

Onze vítimas da queda parcial do piso do Ginásio de Esportes Protásio Alves, em Porto Alegre, permaneciam internadas na tarde desta segunda-feira, 22. O quadro de duas delas é considerado grave. Essas pacientes são mantidas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Pronto-Socorro, o HPS.

 

Ao todo, a unidade atendeu 74 feridos no acidente, ocorrido na madrugada de domingo. Sessenta e oito já receberam alta. Pelo menos outros 20 participantes do baile funk foram levados para o Hospital Cristo Redentor. Cinco continuavam internados nesta segunda, 22, todos em estado estável.

 

Após o desabamento, outros participantes do baile - o público era formado principalmente por jovens e adolescentes - saíram correndo do prédio e tentaram interromper o trânsito da Avenida Protásio Alves para pedir ajuda. Motoristas e amigos encaminharam alguns feridos leves para hospitais. As equipes e ambulâncias do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) socorreram os demais na calçada para depois levá-los aos hospitais.

 

A Secretaria Municipal da Indústria e Comércio (Smic) informou que o edifício não tem alvará para atividades como festas, mas afirmou nunca ter recebido queixas formais sobre a promoção de bailes no local. Além de lojas e da agência dos Correios, no térreo, e do salão de festas do segundo andar, há no terceiro andar um ginásio de esportes.

 

Representando o promotor do baile, Cristiano dos Santos, a advogada Marilene Vencato disse que a documentação está com o contador de seu cliente, "em dia ou encaminhada". A Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) interditou o prédio e notificou o proprietário. Ele deverá apresentar o laudo de estabilidade estrutural com anotação de responsabilidade técnica, para saber se o local poderia receber um grande número de pessoas.

 

A Defesa Civil de Porto Alegre recebeu informações de que havia pelo menos mil pessoas no salão, enquanto os organizadores afirmam que havia 400. O Instituto Geral de Perícias vai levantar os dados que instruirão a investigação policial a partir desta segunda.

 

(Com Elder Ogliari, de O Estado de S.Paulo) 

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