11 ministros fazem sua estreia em reunião a 9 meses do fim do governo

11 ministros fazem sua estreia em reunião a 9 meses do fim do governo

No encontro de hoje, Lula vai pedir que eles tenham cuidado com discursos e ações para não criarem problemas para Dilma

Carol Pires / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2010 | 00h00

Na reunião ministerial de hoje - a primeira do ano para 11 ministros recém-empossados -, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá a oportunidade de estimular e advertir os novatos sobre a política do governo que está a nove meses do fim.

Além de cobrar os ministros para trabalharem mais do que os seus antecessores, o presidente pretende pedir a todos que tenham cuidado com os discursos e as ações para não criarem problemas ao governo nem para a pré-candidata presidencial do PT, a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff.

Lula ainda deve ouvir de cada ministro uma rápida explanação sobre os programas em andamento sob a responsabilidade das pastas que estão assumindo.

Os novos titulares da Esplanada dos Ministérios são: Erenice Guerra (Casa Civil), Márcio Zimmermann (Minas e Energia), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), João Santana (Integração Nacional), Wagner Rossi (Agricultura), Elói Ferreira (Secretaria Especial de Políticas e Promoção da Igualdade Racial), Márcia Lopes (Desenvolvimento Social), José Artur (Comunicações), Paulo Passos (Transportes) e Carlos Gabas Previdência Social). Também participará da reunião o ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto, que substitui Tarso Genro desde fevereiro.

Cartilha. Na reunião, também deve ser entregue aos ministros a Cartilha de Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais nas Eleições de 2010. A recomendação para que os membros do governo estejam atentos às regras ali escritas deve ser enfatizada pelo presidente.

O texto, compilado pela Advocacia-Geral da União (AGU), lista ações proibidas pela Justiça Eleitoral a agentes públicos nos três meses que antecedem o pleito, como aumento despesas de publicidade e veiculação de campanhas publicitárias de obras e programas com nomes ou imagens que caracterizem promoção pessoal. A cartilha estabelece ainda que candidatos, como Dilma, poderão participar de evento com a presença de Lula, mas só até junho.

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